Especialista orienta sobre hidratação, alimentação e exposição ao sol no verão amazônico
Médica alerta para riscos de desidratação, intoxicação alimentar e dietas radicais em busca do chamado projeto verão

Com a chegada do verão amazônico e o aumento da procura por praias, balneários e atividades ao ar livre, especialistas alertam para os cuidados que ajudam a preservar a saúde durante o período. Hidratação adequada, alimentação equilibrada e proteção contra a exposição excessiva ao sol estão entre as principais recomendações. Em entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, da Rádio Diário FM, a médica clínica Aiannia Marçal explicou que a busca por resultados rápidos para o chamado projeto verão pode trazer consequências ao organismo.
“O verão exige mais hidratação e uma alimentação mais leve. Muitas vezes acontece justamente o contrário, com excesso de alimentos pesados e bebidas alcoólicas, o que compromete a saúde”, afirmou.
A médica também chamou a atenção para os casos conhecidos como diarreia do viajante, geralmente associados à contaminação de alimentos por bactérias, especialmente em períodos de grande circulação de pessoas e altas temperaturas. Segundo ela, a higiene das mãos e o cuidado com a manipulação dos alimentos reduzem o risco de infecções.
Sobre a exposição prolongada ao sol, Aiannia explicou que a desidratação pode ocorrer apenas pela transpiração, mesmo quando a pessoa permanece à sombra, e lembrou que as queimaduras solares variam de vermelhidão até lesões mais graves.
“O ideal é evitar a exposição entre 11h e 14h, usar filtro solar e manter a ingestão de líquidos, principalmente no caso das crianças, que dependem da supervisão dos adultos”, orientou.
A especialista também fez um alerta sobre dietas restritivas e o uso indiscriminado de hormônios para ganho de massa muscular ou emagrecimento rápido. Segundo ela, essas práticas podem causar danos ao coração, ao fígado e a outros órgãos.
Para a médica, a melhor estratégia não é adotar um projeto verão, mas manter hábitos saudáveis durante todo o ano. “A qualidade de vida precisa ser um projeto permanente. Não vale a pena colocar a saúde em risco para buscar resultados imediatos”, concluiu.
Deixe seu comentário
Publicidade