Exames de rotina são fundamentais para detecção precoce do câncer cervical, reforça especialista
Doença, também conhecida popularmente como câncer de colo do útero, atinge principalmente mulheres com mais de 25 anos de idade e é causado pelo papilomavírus humano (HPV).

Railana Pantoja
Da Redação
Nesta quarta-feira (2), a apresentadora e jornalista Fátima Bernardes anunciou que descobriu um câncer no colo do útero, em estágio inicial, após realizar diversos exames. Também conhecido como câncer cervical, esse tipo de câncer acomete principalmente mulheres com mais de 25 anos de idade e tem como agente causador o papilomavírus humano (HPV), que também atinge homens.
“O exame que tem que ser feito de forma rotineira e anual é a coleta da citologia oncótica, conhecida popularmente como papanicolau. Além disso, a gente tem uma arma adicional no consultório, um equipamento chamado colposcópio, ele consegue aumentar em até 50 vezes a área que estamos analisando no colo do útero. Então, quando tem alguma célula com multiplicação alterada por ação viral, como por exemplo em decorrência de vírus, a gente consegue detectar essa célula, fazer biópsia e ter o diagnóstico precoce”,explicou Antônio Sérgio, médico mastologista e ginecologista oncológico.
De acordo com o médico, quando o câncer é descoberto em estágio inicial, geralmente o tratamento é cirúrgico e existe a chance da pessoa ficar 100% curada.
“Mas, quando é descoberto tardiamente e o câncer está totalmente avançado, não há possibilidade de tratamento cirúrgico. Nesses casos, o paciente é encaminhado diretamente para radioterapia, junto com a quimioterapia”, frisou.
Tabu
O médico reforça que, diferente do que muitas mulheres pensam, após a cirurgia a vida sexual permanece a mesma. Já em relação a ter filhos, o especialista pondera os casos.
“Nós temos dois tipos de câncer no colo do útero: um a gente chama de escamoso e o outro é o glandular. Se a mulher tiver um do tipo escamoso, em estágio muito inicial, sem prole, há um procedimento que permite apenas a retirada do colo do útero e preserva o corpo do órgão. Então, nesse caso, é possível manter a fertilidade da mulher. Agora, se a pessoa já tiver prole constituída, é improvável que os médicos indiquem um procedimento que preserve o útero, a não ser que seja um câncer não invasivo, aí pode fazer a retirada apenas do colo. Mas, um câncer invasor pra quem tem prole constituída e idade mais madura, é improvável preservar o útero”, finalizou Antônio Sérgio.
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