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Feriado de Cabralzinho lembra feito heróico há 124 anos

A criação do feriado é uma forma de reconhecer o heroísmo de Cabralzinho, além de fortalecer a história, a cultura e o turismo de Amapá, município de 8 mil habitantes localizado a cerca de 300 km de Macapá.

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Em 2017, o governador do Amapá, Waldez Góes, sancionou a lei que estabelece a data de 15 de maio como Dia de Cabralzinho, um feriado estadual, em homenagem ao general Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho, um personagem histórico por ser considerado um herói nacional.

A criação do feriado é uma forma de reconhecer o heroísmo de Cabralzinho, além de fortalecer a história, a cultura e o turismo de Amapá, município de 8 mil habitantes localizado a cerca de 300 km de Macapá.

O historiador Dorivan dos Santos Sobral, que é natural do município, explica que, no ano de 1895, o Amapá formava uma região denominada Contestado Brasileiro e era a capital do território. Uma vez que a área possuía grande quantidade de ouro, iniciou-se uma disputa entre Brasil e França pela região. Cabralzinho esteve à frente das batalhas e integrou uma composição política denominada Triunvirato, da qual também fizeram parte Desidério Antônio Coelho e Cônego Domingos Maltês.

No dia 15 de maio, a Vila do Espírito Santo do Amapá – hoje o município de Amapá – foi invadida por uma tropa da Legião Estrangeira, de Caiena, capital do território ultramarino da Guiana Francesa. A organização militar francesa era conhecida por agregar homens de várias nacionalidades, sem nenhum tipo de seleção para entrar, por isso, muitos criminosos procurados pelas justiças de seus países encontravam na Legião Estrangeira um refúgio protegido pelas leis internacionais.

Após a Batalha, a República reconheceu o heroísmo de Cabralzinho e seus comandados. O Laudo Suíço, assinado em 1900, ratificou o Rio Oiapoque como fronteira franco-brasileira e pôs fim ao litígio. No ano seguinte, em 22 de outubro de 1901, a lei nº 798 criou a cidade de Montenegro, que em 1903, volta a receber a denominação de Amapá até os dias atuais.

Para Dorivan, a criação do feriado é uma forma de despertar o interesse sobre a rica história do município. “Considero este feriado de suma importância porque acredito que é um incentivo para que as novas gerações tenham acesso a essas informações e que os outros municípios do Estado conheçam nossa história ao vir participar da programação do Dia de Cabralzinho”, afirmou o historiador.

O aposentado Clodoaldo da Mata, 83 anos, é morador de Amapá. Ele conta que visualiza o feriado como um reconhecimento a Cabralzinho. “Ele defendeu o Amapá e merece que as pessoas reconheçam sua história”, ressalta.

 
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