Cidades

Futuro dos royalties do petróleo e gás é tema de debate

Encontro reuniu pesquisadores e gestores públicos para planejar o financiamento contínuo de ciência, tecnologia e ações sociais no Amapá


Fotógrafa: Nayana Magalhães/GEA

 

​O debate sobre o legado financeiro da exploração de petróleo e gás na margem equatorial reuniu pesquisadores, agentes públicos e representantes do setor produtivo na Expofeira 2026. O seminário sobre royalties, com a participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), discutiu a criação de um Fundo Soberano para converter as futuras riquezas em desenvolvimento científico, tecnológico e social contínuo para o Amapá.

 

​A articulação para gerir esses repasses federais é uma estratégia preventiva. O secretário de Ciência e Tecnologia para a Amazônia do MCTI, Dorival dos Santos, explicou que a iniciativa busca preparar estados afetados pela exploração, como Amapá, Pará e Maranhão, para os impactos econômicos diretos da atividade, espelhando exemplos de sucesso nacionais e internacionais.

 

 

​”Levantamos uma grande preocupação sobre qual será o legado da exploração para as populações e os territórios afetados. O Fundo Soberano é um dos instrumentos para garantirmos isso. Estamos promovendo o debate e a troca de experiências para sensibilizar a gestão pública e o setor produtivo a se prepararem para o tempo que virá”, detalhou o secretário.

 

​A perspectiva de novos investimentos e de um fundo estruturado atrai a atenção direta da comunidade científica amapaense, que projeta o financiamento de novos estudos. O diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), biólogo Allan Kardec, destacou o interesse prático da instituição, que já desenvolve trabalhos na região da bacia da Foz do Rio Amazonas junto à Petrobras.

 

 

​Para o pesquisador, o seminário esclarece as etapas legais e financeiras necessárias para aplicar as futuras riquezas na prática. “Fala-se muito sobre as riquezas do Amapá, mas precisamos saber como usar isso de fato. Para a nossa área, esse debate é importante para entendermos como a estrutura funciona e como poderemos, futuramente, usufruir dos recursos que vêm dos royalties na ciência”, avaliou.

 

​As discussões sobre o Fundo Soberano e o planejamento para o uso de royalties integram a agenda estratégica da Expofeira 2026. O encontro reforça o papel do evento não apenas como uma vitrine para o setor produtivo local, mas também como um espaço fundamental para projetar o desenvolvimento sustentável, econômico e tecnológico do estado para as próximas décadas.

 

 


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