Governo do Amapá prepara transição para gestão do programa Zera Fila no Hcal
Secretário de saúde, Rinaldo Martins, afirma que atendimentos e cirurgias terão continuidade sob administração direta do estado

O Governo do Amapá está preparando a transição da gestão dos serviços cirúrgicos do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), atualmente administrado pela empresa Saúde Link, para a administração direta da unidade hospitalar e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
A mudança ocorrerá por meio de um distrato consensual entre as partes e não significará o fim do programa Zera Fila.
A informação foi confirmada pelo secretário de saúde, Rinaldo Martins, em entrevista exclusiva concedida ao Sistema Diário de Comunicação.
Segundo o secretário, a Saúde Link foi contratada em dezembro de 2024 para administrar o centro cirúrgico, a clínica cirúrgica, a clínica ortopédica e o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hcal Com o encerramento do contrato, a responsabilidade pelos serviços será integralmente transferida à direção do hospital e à Secretaria de Estado da Saúde.
Rinaldo Martins explicou que o estado está realizando um levantamento dos equipamentos, materiais e profissionais necessários para garantir a continuidade dos atendimentos durante a transição, sem interrupção das cirurgias e da assistência aos pacientes internados em enfermarias e na UTI.
“Estamos em um momento de diagnóstico, levantando os equipamentos, os materiais e os recursos humanos necessários para que possamos dar continuidade a esse trabalho. Nossa equipe está mobilizada e se preparando para que a administração do hospital volte a ser feita diretamente pela direção do Alberto Lima e pela Secretaria de Saúde”, afirmou.
Demanda reprimida
O secretário também explicou que a contratação da Saúde Link teve como objetivo enfrentar uma demanda reprimida de aproximadamente seis mil pacientes que aguardavam por cirurgias eletivas. Em dezembro de 2024, havia pessoas esperando tinha quatro, cinco e até seis anos por procedimentos como cirurgias de hérnia e vesícula, além de próteses de quadril, joelho e fêmur.
De acordo com Rinaldo Martins, até meados de outubro deste ano, foram realizadas 17.249 cirurgias em diferentes especialidades no Hospital Alberto Lima por meio da atuação da empresa. Ele ressaltou que a contratação foi pensada como uma estratégia para reduzir a fila acumulada e que, desde o início, havia a previsão de que o estado reassumiria a gestão direta dos serviços após o enfrentamento da demanda reprimida.
“A Saúde Link veio para atender uma necessidade que tínhamos naquele momento. A fila andou, conseguimos dar mais dignidade às pessoas que esperavam há anos por uma cirurgia. Agora entendemos que é o momento de o hospital voltar a administrar diretamente esses serviços”, destacou.
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