Governo intensifica ações e investiga casos de doença de Chagas em Macapá
Plano de contingência é ativado com medidas emergenciais de bloqueio, vigilância e assistência para conter o surto na Zona Sul da capital

O Governo do Amapá segue com ações integradas para investigar e conter casos de doença de Chagas aguda registrados na Zona Sul de Macapá. Diante da confirmação de seis casos positivos nos bairros Jardim Marco Zero, Zerão, Buritizal e Universidade, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) ativou um plano de contingência consolidado, com foco no bloqueio imediato, na investigação epidemiológica e na assistência aos pacientes.
A estratégia inclui a instalação de uma Sala de Situação para cruzamento de dados, fiscalização em batedeiras de açaí e reforço na orientação aos empreendedores, busca ativa de possíveis novos casos e intensificação da vigilância ambiental nas áreas de risco. Também foram definidos fluxos prioritários para diagnóstico laboratorial e início imediato do tratamento dos pacientes confirmados.
“Estamos atuando de forma rápida e integrada para identificar a origem dos casos, interromper a cadeia de transmissão e garantir o atendimento adequado aos pacientes. A população também tem papel fundamental nesse processo, ao buscar estabelecimentos que sigam as normas sanitárias e ao procurar atendimento diante de sintomas suspeitos”, destacou a superintendente de Vigilância em Saúde, Claudia Pimentel.
Na área assistencial, o atendimento está sendo direcionado para unidades de referência, com garantia de estoque do medicamento e realização de exames cardiológicos para monitoramento de possíveis complicações.
A gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), Solange Sacramento, reforçou que a SVS também ampliou o monitoramento nas unidades assistenciais.
“Reforçamos o monitoramento nos hospitais e unidades de saúde para que os casos sejam identificados de forma mais rápida, garantindo agilidade no diagnóstico e no início do tratamento”, afirmou.
Entre as principais medidas adotadas estão a interdição de estabelecimentos que não comprovem o processo adequado de higienização do açaí, a investigação do consumo alimentar dos pacientes e o monitoramento de áreas com presença do vetor da doença. Após a comprovação de que o estabelecimento se adequou ao processo de higienização do açaí, ele é liberado para voltar a comercializar o produto.
A SVS reforça ainda a importância da atenção aos sintomas, como febre persistente, dor no corpo e inchaços, além da necessidade de diferenciar a doença de Chagas de outras enfermidades comuns na região, como dengue e malária.
As ações seguem em regime de urgência, com cronograma estabelecido para execução das medidas críticas nas primeiras 72 horas, visando conter o avanço do surto e proteger a saúde da população.
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