HCA garante cuidado integral a crianças e adolescentes com atendimento multiprofissional
Unidade referência na assistência infantojuvenil conta com 192 leitos e reúne profissionais de diferentes áreas para acompanhar o paciente desde a entrada na unidade até a alta hospitalar

Cuidar da saúde de uma criança ou adolescente vai muito além de tratar uma doença. No Governo do Amapá, a assistência integral também significa olhar para a alimentação, as emoções, as condições sociais, o desenvolvimento e tudo o que pode contribuir para uma recuperação segura. Esse cuidado ganha forma no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, onde equipes de diferentes áreas atuam de maneira integrada, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Entregue à população em abril deste ano, o HCA conta com 192 leitos, sendo 31 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 15 de longa permanência, 18 cirúrgicos e 127 clínicos. A estrutura reúne especialidades médicas e profissionais de enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, serviço social, odontologia e farmácia, entre outras áreas. O atendimento começa no Pronto Atendimento Infantil (PAI), porta de entrada para os casos de urgência e emergência, onde a enfermagem tem papel fundamental no acolhimento, na avaliação inicial e na identificação das necessidades que podem exigir a participação de outras equipes.
A nutrição é uma das áreas acionadas desde os primeiros momentos da assistência, como explica a responsável técnica pelo setor, Rachel Costa: “A equipe avalia o histórico e as condições clínicas do paciente, identifica a melhor forma de alimentação e acompanha a evolução nutricional durante a internação. Crianças que precisam ganhar peso, por exemplo, podem receber dietas enterais específicas, enquanto outras têm a alimentação adaptada à idade, à doença e à capacidade de aceitação”, explica a nutricionista destacando que o acompanhamento segue durante toda a permanência da criança no hospital.
Lado a lado do paciente
O cuidado também alcança quem está ao lado do paciente. Para a assistente social Keila Lobato, a atenção às famílias é essencial, especialmente quando a internação é prolongada ou envolve pessoas que chegam de outros municípios e até de outros estados. “A equipe identifica situações de vulnerabilidade, orienta sobre direitos e benefícios sociais e articula o acesso à rede de assistência quando necessário. A família chega muito vulnerável, então, precisa ser escutada”, relata Keila, ao explicar que o acolhimento busca tornar o período de tratamento menos pesado para pais e responsáveis.
Na área da psicologia, o acompanhamento considera as emoções da criança, do adolescente e também dos familiares. A equipe realiza acolhimentos, escuta qualificada e atendimentos individuais ou coletivos, além de atuar em conjunto com outros profissionais quando identifica alguma demanda específica.
“Em situações como internações prolongadas, perdas ou casos de violência, esse cuidado se torna ainda mais importante. A melhor coisa que você pode dar para alguém é a qualidade da tua atenção”, resume a psicóloga Ana Mira Prazeres. O trabalho acompanha o paciente até a alta e, quando necessário, inclui encaminhamentos para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
Cuidado integral
Assim, a assistência multiprofissional transforma o hospital em um espaço de cuidado que considera a criança ou o adolescente em sua integralidade. Cada profissional contribui com um olhar específico, enquanto as equipes compartilham informações e acionam umas às outras conforme as necessidades identificadas.
“É uma rede de cuidados que envolve paciente e família e que tem como objetivo comum garantir não apenas o tratamento da doença, mas condições para uma recuperação mais completa e humanizada. É desse forma que a gente cuida das pessoas”, avalia a diretora do HCA, Cleude Rodrigues.
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