Cidades

Imunologista alerta para cuidados que devem ser seguidos por quem já teve Covid-19

Doutora Helimara Costa Góes explica que o paciente pode ter anticorpos, mas continua sendo um carreador do vírus e por isso deve manter os cuidados.


Railana Pantoja
Da Redação

 

Na manhã desta sexta-feira (5) a médica imunologista e pediatra Helimara Costa Góes alertou sobre alguns cuidados que devemos manter, mesmo após a infecção pelo novo coronavírus, para evitar que outras pessoas sem anticorpos para doença sejam infectadas. Quem já teve a doença produz anticorpos, mas, continua sendo um carreador do vírus através de roupas e objetos, podendo ofertar risco para quem ainda não foi contaminado.

“Quando se pega tem um pensamento de que eu não preciso mais tomar cuidado, usar máscara e lavar a mão se tornam desnecessários. E isso não é verdade, por vários motivos. A gente ainda não sabe exatamente como o Sars-Cov-2 vai se comportar, só ao longo do tempo. Em uma publicação que coloquei lá era justamente sobre isso: as pessoas que tinham o IGG positivo estariam como imunes ao vírus, mas, estas pessoas precisam manter o cuidado, pois apesar de terem a imunidade, isso é único e exclusivamente de quem foi acometido pela doença. Se eu passei num ambiente com circulação grande de pessoas doentes e esse vírus foi comigo na minha roupa, mãos ou mucosa nasal, ele não mais provocaria doença em mim, mas eu estaria servindo como um carrinho para levar o vírus a outros lugares”, explica a médica que está em Aracaju (SE) para aperfeiçoar estudos sobre a doença.


Por este motivo, a pessoa que já foi infectada não deve sair visitando amigos e familiares. Outra situação perigosa é a pessoa contaminada não produzir anticorpos fortes ou suficientes para evitar que o vírus adentre o corpo novamente, podendo ocorrer uma reinfecção nestes casos.

“Hoje o que a gente sabe é que alguns indivíduos tiveram alguns sintomas, fizeram o RT-PCR e deu positivo para o vírus, mas não tiveram sintomas maiores, nada tão agudo. Esse indivíduo, as vezes, não vai conseguir deflagrar o anticorpo de defesa. Então, uma vez que ele teve a doença e não conseguiu produzir anticorpos, que chamamos de IGG, o indivíduo não está imune, ele pode sim pegar de novo. Pode ter relação com o sistema imunológico do paciente, mas também com a carga viral. Por exemplo: se eu fui acometido, vamos supor por somente 100 vírus, vou ter alguns sintomas mas não vou conseguir produzir anticorpos de defesa. Mas, se eu for acometido por uns 10 milhões de vírus, meu organismo consegue reconhecer melhor e produzir uma quantidade melhor de anticorpos”, exemplificou.

A médica diz ainda que, pelos estudos atuais, não só o IGG é necessário para criarmos anticorpos de defesa contra o corona.

“Além do IGG, precisamos ter uma qualidade de anticorpo. Se não tiver um anticorpo bom, pode ser que o indivíduo pegue sintomas novamente e seja detectado o vírus novamente mais à frente, assim como outros estudos mostram que o indivíduo precisa do IGG e de outras linhas de defesa para ser imune”, finalizou Helimara Costa Góes.


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