Cidades

Médico alerta sobre riscos do pé diabético

Segundo o endocrinologista Advaldo Barros, Brasil registra até 30 amputações diárias de membros inferiores em decorrência da neuropatia


 

Douglas Lima
Editor

 

Em entrevista ao programa Togas e Becas (Diário FM 90,9), o médico endocrinologista Advaldo Barros alertou sobre os riscos do chamado pé diabético, resultado de complicações da diabetes que atingem principalmente os membros inferiores. Segundo o especialista, o número de amputações de pernas e pés no Brasil pode superar 30 por dia, o que ele chamou de “epidemia silenciosa”.

 

Ao explicar os primeiros sintomas da neuropatia, o médico informou que o sinal de alerta inicial é a perda da sensibilidade na região, o que faz com que ferimentos não causem dor ou desconforto imediatos. Isso ocorre porque o sangue não chega adequadamente às extremidades do corpo, devido ao comprometimento da circulação causado pela glicose alta por longos períodos.

 

“Uma inflamação ou ferida no pé não tratada pode virar uma infecção profunda. Nesses casos, é necessária uma limpeza e até a raspagem do osso, correndo o risco de perda do membro”, alertou Advaldo. Ele reforçou, no entanto, que o diagnóstico precoce evita a amputação na maioria dos casos.

 

 

O médico também destacou que problemas como pele ressecada, alergias e reumatismo podem confundir o diagnóstico. Por isso, exames clínicos detalhados nos pés são indispensáveis. “Para maiores de 35 anos com histórico da doença na família, os exames devem ser anuais. Já em casos de alto risco, a avaliação deve ocorrer a cada quatro meses”, orientou.

 

Como recomendação final, Barros lembrou que o consumo de álcool e o tabagismo agravam os sintomas da diabetes. Para proteger a saúde dos pés, o especialista aconselhou evitar sapatos de bico fino e sandálias com detalhes em metal, substituindo-os por calçados fechados ou com velcro, que evitam o atrito e reduzem o risco de lesões.

 


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