Cidades

Médico explica que aumento de casos de síndromes gripal e respiratória é técnico, não real

Rinaldo Júnior revelou que levantamento foi feito por equipe da Organização Pan-americana de Saúde, usando metodologia de registrar como síndromes todos os casos de gripe que deram entrada no hospital


 

Douglas Lima
Editor

 

O médico regulador do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), Rinaldo Júnior, revelou que o aumento de 136% nos casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória grave (SRA) no Amapá, no inverno amazônico de 2026, em relação ao mesmo período de ano passado, não é real, mas técnico.

 

Rinaldo fez a revelação no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9), na manhã desta quinta-feira, 20, com a explicação de que o levantamento foi realizado por uma equipe da Opas, a Organização Pan-americana de Saúde, usando a metodologia de registrar como síndromes todos os casos de gripe que deram entrada no hospital.

 

 

O médico reforçou que a equipe da Opas não levou em consideração, no levantamento, o acompanhamento feito aos pacientes após o registro de entrada no Hospital da Criança e do Adolescente, quando os pacientes são observados e os diagnósticos feitos.

 

Outro fator técnico que, segundo Rinaldo Júnior, levou ao aumento de SG e SRA no Amapá foi a ampliação do HCA, abrindo mais espaços para pacientes. Ele citou que ao contrário de 2025, quando funcionava com 74 leitos ativos, hoje o hospital tem 192. Entre os 192 leitos ativos atuais, 31 são de UTI, enquanto no passado eles era apenas 11.

 

O profissional de saúde enfatizou a pouca cobertura vacinal como fator preponderante para as síndromes gripal e respiratória grave. Segundo índice por ele mesmo apresentado, a cobertura vacinal alcança em torno de 38% do público prioritário, crianças com até cinco anos de idade e idosos de 60 anos em diante.

 

 

As síndromes em questão, que sempre reaparecem durante o inverno amazônico, de dezembro a maio, mas que neste ano chegará até setembro, podem ser causadas por diversos agentes etiológicos, como influenza, Sars-Cov-2 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), entre outros vírus respiratórios circulantes.

 

Para o médico regulador do Hospital da Criança e do Adolescente, Rinaldo Júnior, a vacinação é importante, mas as precauções tradicionais e rotineiras devem ser sempre praticadas, mesmo porque a efetividade da vacina só acontece em plenitude em torno de 60 dias depois da aplicação.

 


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