Cidades

Médico orienta população a reconhecer sinais e fatores de risco da trombose

Dor e inchaço nas pernas podem indicar trombose venosa, enquanto doenças crônicas e hábitos de vida estão entre os fatores associados à trombose arterial


 

Uma dor que surge na perna, acompanhada de inchaço e desconforto, pode parecer um sintoma comum do dia a dia. Em alguns casos, porém, esses sinais podem indicar trombose e precisam de avaliação médica. O Governo do Amapá orienta a população sobre como reconhecer os principais sinais da doença, os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce, além de reforçar os cuidados com a saúde vascular.

 

A trombose ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de um vaso sanguíneo e pode dificultar ou interromper a circulação. De acordo com o médico vascular Ary César Guimarães, diante da suspeita de trombose venosa, especialmente em casos de dor e inchaço em uma das pernas, é necessário procurar atendimento para investigação.

 

 

“O exame que confirma é um ultrassom que a gente chama de Doppler colorido venoso. Esse exame confirma ou não se a pessoa tem trombose”, explica.

 

Existem diferentes tipos de trombose. Entre eles, a trombose arterial está relacionada ao comprometimento da circulação nas artérias. Segundo o médico, a condição pode estar associada à aterosclerose e a fatores como tabagismo, diabetes, hipertensão e níveis elevados de colesterol e triglicérides. A obstrução das artérias pode provocar consequências graves, como infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico e comprometimento da circulação dos membros.

 

Para pessoas que apresentam esses fatores de risco, o acompanhamento médico é uma das medidas para monitorar a saúde vascular.

 

 

“Nesses pacientes que têm essas comorbidades, é importante fazer uma consulta, pelo menos na meia-idade, acima de 40 anos, com o cirurgião vascular e, depois, fazer pelo menos duas consultas por ano, para ir fazendo o controle e evitar que haja trombose arterial”, orienta.

 

Já a trombose venosa pode estar relacionada a uma predisposição genética ou a situações que reduzem a movimentação do corpo. Cirurgias de longa duração e períodos prolongados de imobilização podem aumentar o risco, assim como algumas doenças, entre elas o câncer e a covid-19.

 

Diante de sintomas como dor e inchaço em um membro, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação e, se necessário, realização dos exames indicados pelo profissional.

 


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