Cidades

Militante contra o racismo diz que movimento no Brasil e no mundo mostra que o problema ainda existe

Marsólio Lima diz no rádio que a luta contra o preconceito racial exige que as pessoas se apropriem do tema, atual e muito presente.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

Marsólio Lima, militante e secretário de combate ao racismo no Partido dos Trabalhadores (PT), foi ao rádio nesta segunda-feira (08) falar sobre um movimento mundial que traz esse tema para o palco das grandes discussões, mesmo com o planeta envolvido no combate à pandemia pelo novo Coronavírus.

 

Falando ao programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9), ele disse que o Amapá tem uma população negra predominante e avalia ser muito importante se apropriar do tema.

 

“O racismo é um tema que está em debate não só aqui no Brasil, mas no mundo todo, agora também com a questão do George Floyd [negro morto em abordagem policial nos EUA] o barril de pólvora explodiu, tanto que no Brasil uma série de movimentou também começaram  engrossar as manifestações contra o governo”, disse.

 

Ele relembrou inclusive um episódio em que sentiu na pele – literalmente – o preconceito racial que muita gente acredita ser velado [dissimulado] no Brasil. Na ocasião, diz, um casal branco quase se recusava a sentar a seu lado por ser negro, mas acabou sentando por não ter outras poltronas na aeronave que estava lotada. Mesmo assim, o homem decidiu colocar a esposa no corredor e decidiu ele sentar ao lado do militante – negro – passando a abusar do apoio dos braços e empurrando-o acintosamente sobre a janela com os ombros.

 

Marsólio diz ser muito importante a participação nesses movimentos, que entende ser de marcar posição mesmo.

 

“A gente está mostrando a cara mesmo, para mostrar que a gente tem direito de ir e vir, tem direito de ser médico, ser professor, piloto de avião, porque parece que só branco tem a possibilidade de estudar e ocupar essas funções, então a coisa é muito complicada e não me venham dizer que não existe racismo no Brasil”, pondera.

 

Por fim, ele diz que o processo de reconstrução do país passa pela busca de tentar se viver em paz no Brasil, mesmo que se tenham diferenças políticas, diferenças de ideologias, de credo, mas que se tente sair lá na frente com uma coisa muito melhor.

 

“A gente quer sim construir esse Brasil melhor, mudar o que está aí, para que em 2022 ou quem sabe até 2021 para a coisa acontecer como deve, melhorar e ter o racismo banido, sem distinção de pretos, brancos ou amarelos”, concluiu.


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