MP-AP discute pluralidade de atendimentos na rede de proteção de crianças e adolescentes em seminário alusivo ao Maio Laranja
O evento, sediado no auditório da Fecomércio/AP, é uma iniciativa do Tjap, com apoio do MP-AP e demais órgãos da rede de proteção infantojuvenil

Na quarta-feira (20), o Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Macapá, participou do seminário “Infâncias Plurais, Cuidados Coletivos: A Rede em Movimento”. O evento, sediado no auditório da Fecomércio/AP, é uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Amapá, com apoio do MP-AP e demais órgãos da rede de proteção infantojuvenil. O objetivo é reunir agentes de diferentes setores para uma jornada formativa alinhada às discussões do Maio Laranja.
Na ocasião, a promotora de Justiça Neuza Barbosa compôs a mesa de abertura da programação, ao lado de autoridades atuantes na rede de proteção. Durante sua fala, ela agradeceu ao convite, elogiou o recorte temático do evento e destacou a necessidade de promover reflexões sobre o atendimento de crianças em um contexto culturalmente diverso.
“Nós temos crianças indígenas, quilombolas e ribeirinhas por todo o estado do Amapá. Então, é necessário considerar uma abordagem diferente nesses casos. É muito importante que estejamos tratando sobre essa pluralidade no sistema de garantias de direitos”, comentou a promotora.
Ainda pela manhã, o painel “A atuação do sistema de justiça na proteção integral de crianças e adolescentes” contou com a participação da promotora de Justiça Samile Alcolumbre, acompanhada da juíza do TJAP Larissa Antunes e da defensora pública Larissa Jobim, com mediação da pedagoga Antonice Melo. Juntas, as convidadas discutiram experiências e aprendizados adquiridos ao longo da atuação profissional na proteção de crianças e adolescentes, abordando recortes como gênero e território.
Ao comentar sobre os desafios vivenciados na área e ouvir os relatos compartilhados durante a apresentação, Samile Alcolumbre destacou o esforço coletivo envolvido no enfrentamento dos casos e os impactos emocionais que atravessam toda a rede de atendimento: “Uma única ocorrência gera movimentação em muitos setores. Saúde, assistência social, segurança…a rede inteira é movimentada e a rede inteira sai machucada. É impossível não sentir o impacto desses casos. Não é fácil”.
Ao fim do painel, a promotora deixou uma mensagem aos agentes presentes, reforçando o propósito do evento e a atuação contínua do MP-AP no fortalecimento da rede de proteção: “Que a gente seja perseverante porque, juntos, nosso trabalho vai gerar ainda mais resultados. Estejam sempre conectados e em comunicação com a rede de proteção. As nossas demandas são urgentes porque a criança é prioridade absoluta”.
O evento contou com palestras, debates e rodas de conversa sobre a proteção integral de crianças e adolescentes, temas que passam pelo enfrentamento à violência, direitos na era digital, fortalecimento das redes de atendimento, acolhimento qualificado e os desafios das infâncias em diferentes territórios e contextos sociais.
Deixe seu comentário
Publicidade



