MPF recomenda que Serviço Brasileiro de Florestas não licite área da Floresta Nacional do Amapá
Lançamento do edital que prevê a concessão de aproximadamente 267 mil hectares para exploração madeireira está previsto para outubro

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) não deve realizar licitação para concessão florestal na Floresta Nacional do Amapá (Flona/AP), enquanto não for concluído o georreferenciamento da área. Na recomendação, expedida nesta sexta-feira (27), o Ministério Público Federal (MPF) argumenta que a falta do mapeamento causa evidente insegurança jurídica em relação à delimitação da unidade e da sobreposição de áreas ao redor da Flona/AP.
O georreferenciamento, que busca localizar a área com precisão, por meio de coordenadas geográficas, está sob responsabilidade da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Nesse sentido, o MPF também encaminhou recomendação à SPU, com prazo de 90 dias para a regularização fundiária da Flona/AP, incluindo a finalização do georreferenciamento da área.
A Flona compreende três municípios do Estado do Amapá: Ferreira Gomes, Pracuúba e Amapá. Criada por decreto em 1989, a delimitação da área foi feita por estimativa. A Unidade de Conservação faz divisa com o Parque Nacional do Tumucumaque e com três glebas federais – Água Branca, Tartarugal Grande e Tartarugalzinho – que estão em processo de transferência ao Estado do Amapá.
Deixe seu comentário
Publicidade
