Cidades

Mulheres no mundo acadêmico é uma forma de resistência, afirma Kátia Paulino

Reitora da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) defende presença feminina nos locais de poder e enfrentamento do machismo em todos os ambientes


 

Douglas Lima
Editor

 

Em referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a reitora da Universidade do Estado do Amapá, Kátia Paulino, falou, entre outras coisas, da presença feminina nos espaços de poder e de como o conhecimento pode transformar vidas.

 

Kátia afirma que ter mulheres ocupando cadeiras de poder é uma conquista e uma forma de resistência diária ao patriarcado, que é um sistema social feito por homens e para homens, principalmente no mundo acadêmico, que por muito tempo foi um ambiente predominantemente masculino.

 

 

“Até um passado recente, as mulheres só podiam atuar na formação de crianças, pela ideia natural de cuidar. O mundo científico era dos homens, e as mulheres que buscavam conhecimento eram tachadas e punidas como bruxas”, lamentou a reitora em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9).

 

Relembrando sua trajetória, Kátia contou que a educação proporciona uma revolução em seu lar, e que foi a primeira mulher de sua família a ingressar no ensino superior. Apaixonada pelos estudos desde cedo, a reitora afirmou que ouviu de uma professora da terceira série que tinha um grande potencial, e levou essa afirmação por toda a vida.

 

 

“O plano não era ocupar espaços de poder, o plano era aprender. Eu fui acolhida por professores maravilhosos. Fui da primeira turma de ciências sociais da Unifap, passei em um concurso público aos vinte anos, e desde então fui assumindo papéis de responsabilidade, desde jovem eu vi que era capaz”, disse a reitora.

 

Combate à violência

Kátia enxerga nas universidades, igrejas e demais instituições um dever moral de combater a violência contra a mulher que, segundo ela, reforça, atinge todos os setores da sociedade, o que a torna tema transversal. “Todos devem orientar as mulheres a quebrarem esse ciclo com uma educação que ofereça respeito de uma forma geral, e orientar os homens a defenderem as mulheres que fazem parte de sua vida”, concluiu.

 


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