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“Não existe estudo robusto”, afirma presidente do CRM-AP sobre o uso da Cloroquina em pacientes com Covid-19

Dr. Eduardo Monteiro, em entrevista ao LuizMeloEntrevista (90.9 FM), afirma que há um esquema com medicamentos que estão sendo usados para o tratamento da COVID-19.


Foto Arquivo

Lana Caroline – Da Redação

 

Em meio a pandemia do novo Coronavírus, muitos pesquisadores estão estudando vários medicamentos que possam ser utilizados para o combate ao vírus, atualmente o mais usado é a cloroquina. O Presidente do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM/AP), Dr. Eduardo Monteiro, afirma que não existe um estudo robusto sobre o uso da cloroquina em infectados com a COVID-19.

“Esse medicamento [cloroquina] é utilizado desde a década de 40, e a hidroxicloroquina desde a década de 50. Esses medicamentos foram criados inicialmente para tratar malária e, posteriormente, utilizados em algumas doenças autoimunes como artrite reumatoide, entre outras. Mas para o coronavírus, ainda não existe um estudo em evidência, entretanto, está sendo utilizado em vários países”, afirmou o médico.

Muitos profissionais começaram a utilizar outros medicamentos, como Annita, para tratar o vírus, porém ainda não existe nenhum estudo falando sobre o uso dessa medicação, que segundo a própria bula, trata parasitas e verminoses.

“O Annita é um medicamento para tratar parasitas, verminoses, e que países como Israel, já estão com alguns estudos testando esse medicamento. O tempo é muito curto para falar que um desses medicamentos é uma evidência robusta para ser utilizado, entretanto, é o que está sendo usado e vem mostrando que existe um controle. Há um esquema com medicamentos que estão sendo usados para o tratamento da COVID–19. Hoje os mais usados são hidroxicloroquina e o antibiótico chamado Azitromicina”, pontuou Eduardo.

Muitas pessoas estão querendo adquirir imunidade e grande número de vitaminas no corpo, principalmente a vitamina D, que é um aliado para ajudar a combater o vírus, porém estão fazendo o uso da vitamina em forma de medicamento, que segundo Dr. Eduardo, pode causar consequências do uso excessivo da vitamina D.

“A Vitamina D é um hormônio, e hoje existe uma epidemia de pessoas que têm a vitamina D muito baixa. Uma explicação para isso é que essas pessoas perderam o hábito de ir para o sol, pois uma das fontes de você transformar a Vitamina D que existe no corpo é a luz solar, então é recomendado tomar banho de sol todo dia para que se beneficie com a vitamina”, afirmou.


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