Cidades

No mês da saúde mental, comunidade indígena recebe atendimento psicológico

Serviço especializado integrou ação de saúde realizada na Aldeia Bona, com acolhimento emocional e escuta qualificada


 

O cuidado com a saúde mental também fez parte da grande ação de saúde promovida pelo Governo do Amapá na Aldeia Bona, em uma região de difícil acesso do estado. Durante a mobilização, equipes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) levaram atendimento psicológico e acolhimento emocional às comunidades indígenas atendidas.

 

A secretária adjunta de Atenção à Saúde, Macelir Kobayashi, destacou que a presença das equipes multiprofissionais nas aldeias fortalece o compromisso do Governo do Estado com uma assistência mais completa e humanizada.

 

“Cuidar da saúde é garantir dignidade e qualidade de vida para essas populações. O Governo do Estado tem trabalhado para ampliar o acesso aos serviços especializados, chegando às regiões mais distantes com atendimento humanizado, respeitando as tradições e fortalecendo o cuidado integral dentro dos territórios indígenas. Além desta ação, teremos muitas outras”, afirmou a secretária.

 

A iniciativa integrou a programação do mês dedicado à conscientização sobre saúde mental, reforçando a importância do cuidado integral dentro dos territórios indígenas. Além de consultas médicas, exames e cirurgias, a população também teve acesso à escuta especializada e orientação psicológica, com profissionais qualificados, entre eles um médico especialista em saúde mental e dois psicólogos.

 

Representando a área técnica de saúde mental da Sesa, Ivã Zorthea destacou que a presença do serviço psicológico nas aldeias fortalece o acesso das comunidades ao cuidado emocional.

 

“Levar saúde mental aos territórios indígenas é ampliar o cuidado com essas populações. Na Aldeia Bona, no Parque do Tumucumaque, conseguimos garantir acolhimento e escuta, respeitando a cultura de cada comunidade e fortalecendo o acesso ao cuidado integral dos povos indígenas”, ressaltou o profissional.

 

Ivã também explicou que o trabalho realizado faz parte do projeto “Bem Viver Parente”, desenvolvido pela Coordenação Estadual de Saúde Mental em parceria com a Coordenação Estadual de Saúde Indígena, com foco em ações de psicoeducação para povos indígenas em contexto urbano e nos territórios.

 

“Levamos uma atenção especializada, sempre respeitando a cultura, as tradições e a espiritualidade de cada povo. O trabalho começa com escuta, acolhimento e construção de vínculos. A partir dessa aproximação, conseguimos dialogar sobre questões como ansiedade, prevenção ao suicídio, violência contra a mulher e outras demandas que impactam diretamente a saúde mental das comunidades”, explicou Ivã Zorthea.

 

Os atendimentos foram realizados de forma humanizada e com respeito às particularidades culturais das comunidades, permitindo que crianças, adultos e idosos recebessem acompanhamento emocional durante a ação.

 

 


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