Números amapaenses na pandemia poderiam ser melhores, diz chefe da Vigilância em Saúde
Número de pacientes recuperados poderiam tirar o estado do alto índice de infestação, mas se observa relaxamento desautorizado do isolamento domiciliar

Cleber Barbosa – Da Redação
O coordenador estadual da Vigilância em Saúde, Dorinaldo Malafaia, alertou nesta segunda-feira (27) que as autoridades vêm percebendo certo relaxamento – não autorizado – nas medidas de isolamento residencial, o que pode explicar o fato do Amapá ainda figurar nas cabeças no ranking de incidência do novo Coronavírus, o Covid-19. Ele diz que o estado apresenta um número considerável de pacientes que se recuperaram da doença, o que afere como assertivas as medidas adotadas pelo governo e prefeituras.
Falando ao programa LuizMeloEntrevista, na rádio Diário FM (90,9) ele fez uma análise da situação de enfrentamento à pandemia no estado, que ratifica a perspectiva de crescimento da curva epidemiológica no mês de abril. “Nós ainda temos uma curva crescente, mas os casos de agravamento estão numa proporção menor em relação a outros estados, inclusive em relação ao número de óbitos.
Respondendo a questionamentos da equipe do programa, Malafaia explicou que o Amapá apresenta algumas vantagens comparativas em relação ao restante do país, como o fato de ter uma população relativamente jovem, o que permite em algum momento na fase aguda inicial um pouco de tempo para recuperação. “Mas ao mesmo tempo em que temos esse diferencial, nós temos infelizmente um agravamento do ponto de vista da saída das pessoas de casa e o não cumprimento das medidas de isolamento social, o que tem permitido a ampla contaminação, portanto são duas situação conflitantes, que vão em rumo contraditório, daí nossa atenção também nas pessoas na fase aguda”, explica.
Ele disse que a estratégia de acompanhar ‘pari passu’ o desenvolvimento dos pacientes testados positivo é para que se for detectado através do aparelho chamado oxímetro, que mede a quantidade de oxigênio no organismo. “Se a gente perceber nesse exame que a pessoa está entrando num processo de dificuldade respiratória, ou seja, que a dificuldade de oxigênio circulante já é um indicativo de agravamento e com isso a gente previne rapidamente que esse cidadão entre para a intubação”, explica.
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