Padrinho da Parada LGBT diz que estado brasileiro deixa população homossexual desamparada
Antônio Sardinha revela que a cada 16 horas há uma vítima de homofobia no país, e 26.938 violações aos direitos dos lgbts.

Douglas Lima
Da Redação
O padrinho da Parada LGBT+, Antônio Sardinha, que é professor da Unifap e pesquisador do Observatório de Direitos Humanos da mesma instituição, acusou no programa ‘Togas e Becas’ deste sábado, 21, que os lgbts são o único segmento da sociedade brasileira ainda vulnerável em termos de justiça e de proteção estatal.
Sardinha, que no programa recebeu apoio da madrinha da Parada LGBT+, radialista Ana Girlene, pelo telefone, observou que no Brasil há convenções de direitos humanos para todas as chamadas minorias, inclusive uma lei de proteção à mulher, a Maria da Penha, mas nenhuma legislação protege a população homossexual.
O professor pontuou que até agora o Brasil não conseguiu um projeto de lei contra a homofobia, lembrando que em 2006 a Câmara dos Deputados aprovou um que acabou sendo barrado no Senado da República. “O projeto foi discutido, mas acabou arquivado”, lamentou.
Antônio Sardinha também registrou que todas as normas legais que amparam a população LGBT foram por decisão judicial. Ele acusou a democracia do Brasil de ter uma perspectiva igualitária, mas que na prática deixa de lado as lésbicas, gays, bissexuais e trans, e que é por isso que a cada 16 horas há uma vítima de homofobia no país, e 26.938 violações aos direitos dos homossexuais.
Deixe seu comentário
Publicidade


