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Para ministro do STJ caso Petrobras gera mais ‘indignação’ que

O ministro Newton Trisotto, (foto), do Superior Tribunal de Justiça (STJ)


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O ministro Newton Trisotto, (foto), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de liberdade do diretor de negócios da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, e comparou o esquema de corrupção na Petrobras, investigado na Operação Lava Jato, ao mensalão do PT. A decisão de rejeitar o pedido de habeas corpus foi tomada em 5 de fevereiro e publicada na quinta (19) no “Diário da Justiça Eletrônico”.

O ministro afirmou que a prisão era necessária para “manter a ordem pública” e disse que o escândalo de propina na Petrobras causa mais “indignação” que o “famigerado mensalão”, esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo do ex-presidente Lula.

“Nos últimos 20 anos, nenhum fato relacionado a corrupção e a improbidade administrativa, nem mesmo o famigerado ‘mensalão’, causou tanta indignação, tanta repercussão danosa e prejudicial ao meio social quanto esses sob investigação na operação Lava Jato, que a cada dia revela novos escândalos”, afirmou.

O diretor da Galvão Engenharia está preso desde novembro de 2014 em Curitiba, no Paraná. Em depoimento à PF, ele admitiu ter pago propina ao esquema de corrupção que atuava na Petrobras, conforme informou o advogado Pedro Henrique Xavier, responsável pela defesa do executivo.

Segundo relato, seu cliente disse aos delegados federais que pagou o suborno sob ameaça do ex-deputado federal José Janene (PP-PR), morto em 2010. Xavier, no entanto, não detalhou para qual diretoria da petroleira a propina era paga. Ainda de acordo com o advogado, Erton Fonseca afirmou à PF que José Janene, à época líder da bancada do PP, ameaçou que se ele não pagasse a propina, a Galvão Engenharia seria prejudicada.

 
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