Parada para abastecer em meio à tempestade pode ter sido a causa do acidente, diz prefeito
Márcio Serrão, gestor municipal de Laranjal do Jari, falou no rádio sobre as principais suspeitas para explicar mais uma tragédia nas águas do Rio Jari

Cleber Barbosa
Da Redação
O prefeito de Laranjal do Jari, Márcio Serrão (AVANTE) concedeu entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, na rádio Diário FM (90,9) nesta segunda-feira (02), falando das dificuldades para a operação de apoio aos sobreviventes e resgate das vítimas do naufrágio ocorrido em seu município no último final de semana. A primeira foi estabelecer a quantidade exata de passageiros, pois a tribulação insiste em dizer que eram de 70 a 80 e os relatos apontam para aproximadamente 110 passageiros.
Ele explicou que além das dificuldades normais de se navegar naquela região com as condições climáticas relatadas, o navio também possui uma estrutura considerada peculiar. “É uma embarcação muito alta e comprida, tinha muito peso, especialmente uma grande carga de açúcar, e parou para abastecer de forma clandestina, segundo informações repassadas pelos próprio tripulantes, então vamos reunir tudo isso, inclusive mídias de áudio para entregar tudo à Capitania dos Portos”, anunciou o prefeito.
Teoria
Ainda segundo informações do prefeito, existe uma corrente de pensamento entre as pessoas mais experientes no setor do tráfego aquaviário que aponta essa parada no meio da viagem como a provável causa para o acidente. “Isso aconteceu num momento de forte tempestade, ocorrendo o desligamento de alguns equipamentos, mas com o balançar da maré, que era forte, uma parte da carga escorregou para um lado só”, relatou o prefeito.
Márcio Serrão é considerado um experiente navegador e sustenta essa tese por conta de que quando uma embarcação está em movimento ela corta todo o volume de água que bate de frente com seu deslocamento. “Ela parada sobrecarrega o volume de água, principalmente naquele momento que ocorria uma forte tempestade”, complementa.
O prefeito de Laranjal do Jari também informou que os efeitos da correnteza e a turbidez das águas na região estão dificultando bastante o resgate de vítimas que segundo relatos então presas no interior da embarcação afundada.
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