Cidades

Parlamentares debatem com entidades a construção de estrada parque na BR 156

Entidades divulgaram carta à sociedade amapaense em defesa da Reserva Extrativista do Rio Cajari


Fotos: Averaldo Monteiro da Silva

Célio Alício
Da Redação

 

A deputada estadual Cristina Almeida e o deputado federal Camilo Capiberibe, ambos do PSB, reuniram por meio de videoconferência na segunda-feira  (31) com representantes de diferentes entidades, associações e ONGs para tratar da construção de uma estrada parque na BR-156 na área que atravessa a Reserva Extrativista do Rio Cajari, localizada no município de Laranjal do Jari, na região do Vale do Jari, no extremo sul do Amapá. A reserva possui uma área de 532.397,20 hectares.

 

Participaram da reunião Iran Lima da Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular (AAFCP), Marcelo Sá, representante dos guias de turismo do Amapá, Sandro Belo, da Associação Brasileira dos Turismólogos e Profissionais do Turismo (ABBTUR), Airton Neto, da Associação de Guarda-parques do Amapá, o engenheiro Averaldo Monteiro e o analista ambiental Francisco Edemburgo.

 

As representações citadas, juntamente com representantes de outras entidades, associações, movimentos,  organismos da Igreja Católica, Greenpeace e o Conselho das Populações Extrativistas (CNS), divulgaram uma carta aberta à sociedade amapaense no dia 7 de julho de 2020 reivindicando a construção de uma estrada parque inteligente para garantir a preservação da reserva extrativista e o bem estar das populações da região sul e do Vale do Jari, a expansão do turismo ambiental, o uso sustentável dos recursos naturais renováveis e a inserção do Amapá na economia do baixo carbono e, consequentemente, no roteiro do turismo sustentável.

A preocupação dos signatários da carta, que acompanham há sete anos a pavimentação de alguns trechos da BR 156, se refere ao corte feito pelo DNIT na construção de uma ciclovia e o retorno da obra ao projeto; a contratação de uma empresa de engenharia para a elaboração do projeto executivo de determinados lotes do Trecho Sul da rodovia e os riscos que esse empreendimento pode representar para a preservação do meio ambiente, para o bem estar da comunidades residentes na área e nas suas proximidades e para o potencial turístico, dada a localização geográfica estratégica e a diversidade de recursos naturais renováveis ali existentes, o corte feito pelo DNIT na construção de uma  ciclovia e reivindicaram o retorno dessa obra ao projeto.

 

O movimento em defesa da Reserva Extrativista do Rio Cajari também reivindica o apoio de representantes parlamentares, e na reunião tiveram a  garantia por parte de Cristina Almeida e Camilo Capiberibe de que através de seus mandatos atuarão em favor dessa causa junto ao governo federal e órgãos como o DNIT, Ibama e ICMBio, para que a construção da estrada parque obedeça critérios pautados no desenvolvimento sustentável. “Vamos também atuar no sentido de levar o debate acerca da construção da estrada parque e da proteção à reserva extrativista para a Assembleia Legislativa visando trazer apoio dos pares parlamentares para essa causa”, afirmou Cristina.


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