Cidades

Pesquisador que ajudou a desenvolver novo tratamento do Covid-19 no Amapá explica protocolo

Patrício da Silva Almeida é doutor em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários e também em Engenharia Biomédica. É um dos autores intelectuais do tratamento experimental aceito pelo Comitê Médico de Enfrentamento ao Covid-19 no Amapá.


Cleber Barbosa 
Da Redação

 

O pesquisador amapaense Patrício Almeida foi ao rádio nesta segunda-feira (04) dar mais detalhes sobre a aceitação por parte do Comitê Médico de Enfrentamento ao Covid-19 no Amapá de sua pesquisa para desenvolver a nova terapia para se evitar o agravamento do quadro clínico de pessoas acometidas pela doença, que ele ajudou a desenvolver. Foi no programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9)

 

Ele explicou que desde o final do mês de março já se vinha trabalhando a teoria desse tratamento, com uma metodologia com utilização computacional para a avaliação de possíveis fármacos que pudessem vir a ter eficiência e eficácia. “Mas principalmente privilegiando baixa risco e pouca intolerância, bem como baixa possibilidade de interação medicamentosa e eu mesmo acabei sendo forçado a fazer uso desse medicamento porque acabei acometido pela doença, sendo um dos primeiros na verdade a fazer uso do esquema {medicamentoso] que não privilegia a cura, mas que tem a possibilidade da melhora daqueles que estão na fase inicial da infecção”, explicou.

 

Ele ressaltou que num primeiro momento está se evitando criar uma expectativa em relação a eficácia ou estatísticas do tratamento, pois trata-se apenas de uma proposta que foi aceita, não se trata da cura da doença, mas um tratamento para a fase aguda da doença – nos cinco primeiros dias do processo infeccioso.

 

Nessa fase, segundo o pesquisador, é quando normalmente surgem os primeiros sintomas da doença, situação febrícula, mal-estar, prostração e em alguns casos problemas gastrointestinais. “Ninguém aqui está dizendo que a população tem que baixar a guarda, deixar de usar a máscara, deixar de fazer a restrição de ordem social, enfim, muito pelo contrário, é preciso cumprir o isolamento, pois esses medicamentos dão a possibilidade de intervenção imediata, o que não existia anteriormente, lembrando que são medicamentos ‘off-leigo’

 

Ele diz que o Comitê Médico já vinha fazendo trabalhos de pesquisa e que desde a sua entrada com essa para o Comitê de Emergência em Saúde Pública a intenção do grupo sempre foi enfrentar uma verdadeira situação de guerra com o único propósito de salvar vidas, portanto os médicos que integram o colegiado, Pedromar Melo, Ana Chucre e Marco Túlio, já tinham um trabalho inicial privilegiando na fase aguda a Hidroxicloroquina e Patrício com esse outro composto que por questões de segurança em saúde prefere não declinar os nomes, para não estimular a população a praticar a automedicação.

 

Por fim, ele recomenda que nos primeiros sintomas da doença a população deve procurar as unidades básicas de saúde, o que vai de encontro até com as políticas e recomendações do Ministério da Saúde, de ficar em casa aguardando o agravamento do quadro clínico. “Quanto mais cedo for iniciado for iniciado um tratamento terapêutico, mesmo utilizando medicamentos comuns, que já são utilizados pela população com baixa toxidade, boa tolerância, boa eficácia e pouquíssima possibilidade de interação medicamentosa, mas é importante ressaltar a importância da prescrição médica e a avaliação clínica, especialmente para pacientes com alguma comorbidade, como hipertensão, diabetes ou obesidade, que precisam ter a estabilização de seu quadro clínico”, ressaltou.


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