Petrobras leva iniciativas sustentáveis a comunidades quilombolas
Com investimento de R$ 15 milhões, projeto inclui turismo de base comunitária, energia solar, aquacultura e fortalecimento da produção local em territórios de quatro estados brasileiros

A Petrobras vai apoiar ações de desenvolvimento territorial sustentável em cinco comunidades quilombolas, localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Amapá. Realizado em parceria com o Instituto Terroá, o Projeto Quilombo Sustentável prevê iniciativas voltadas à regularização fundiária, geração de renda, preservação ambiental, valorização cultural e fortalecimento da autonomia comunitária, beneficiando diretamente cerca de 300 pessoas continuamente, ao longo de quatro anos.
Com investimento de R$ 15 milhões, a iniciativa foi estruturada a partir das características e demandas de cada região, sendo que em todas elas serão realizadas ações de apoio a preservação e obtenção de titulação oficial. “A metodologia do Quilombo Sustentável prioriza a participação das comunidades em todas as etapas das ações, desde o diagnóstico até a execução das iniciativas. A ideia é garantir que as soluções desenvolvidas estejam alinhadas à realidade local e contribuam para a geração de renda e o fortalecimento das comunidades”, explica José Maria Rangel, gerente executivo de Responsabilidade Socioambiental da Petrobras.
Para a promoção do desenvolvimento econômico sustentável, o projeto prevê o resgate e expansão de práticas tradicionais. Entre as iniciativas estão: roças comunitárias e quintais produtivos, produção de pescado, viveiros de mudas, cozinhas comunitárias, beneficiamento de açaí, energia solar e fortalecimento do turismo de base comunitária, da produção artesanal e de ervas medicinais.
O objetivo da iniciativa, que integra a estratégia de responsabilidade social da companhia e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), é promover o desenvolvimento protagonizado pelos próprios quilombolas, a partir de saberes ancestrais e práticas tradicionais. “Com isso, fortalecemos as organizações comunitárias para gerar economias sustentáveis, fomentar a produção e o consumo responsável, além de preservar o meio ambiente”, enfatiza José Maria.
O Kulumbu do Patuazinho, em Oiapoque, no Amapá, será beneficiado com a criação da marca coletiva ‘Kulumbu do Patuazinho’, que venderá ervas medicinais, remédios tradicionais e artesanatos produzidos pela comunidade. Para isso, o Quilombo Sustentável construirá uma sede comunitária que funcionará como espaço coletivo de produção e comercialização.
Os quilombolas, que já possuem uma cultura ancestral de trabalho com ervas medicinais e frutas, receberão formações técnicas para padronizar produtos, garantir qualidade e ampliar canais de venda. O projeto realizará um estudo de energia solar para mapear as melhores soluções e modernizar a rede elétrica comunitária, auxiliando o abastecimento de água por bombeamento e para a operação da produção.
O turismo de base comunitária também ganha força com a herança afro-brasileira. As festas e celebrações culturais da comunidade serão divulgadas em plataformas de turismo, atraindo visitantes interessados em experiências autênticas de ancestralidade africana. Monitores ambientais também receberão formação para receber os visitantes com segurança e qualidade.
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