Petrobras quer concluir poço na Margem Equatorial no segundo trimestre
Perfuração busca identificar reservatório de petróleo; estatal diz que potencial da área só será avaliado após novos poços

A diretora-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou nesta 6ª feira (6) que a estatal pretende concluir no 2º trimestre de 2026 a perfuração do 1º poço exploratório na Margem Equatorial brasileira, considerada uma das novas fronteiras de exploração de petróleo do país. A informação é do Poder 360.
O poço, chamado Morpho, fica a cerca de 175 km da costa do Amapá. Segundo a diretora, a perfuração está em andamento e a expectativa é atingir o reservatório ainda neste semestre. “A perfuração está em andamento, com a instalação do Blowout Preventer. A expectativa é alcançar o reservatório no 2º trimestre de 2026”, afirmou durante apresentação de resultados da estatal.
De acordo com a executiva, a região apresenta potencial geológico relevante. Diferentemente das áreas do pré-sal, onde o petróleo está abaixo de uma camada de sal, a Margem Equatorial tem reservatórios do tipo turbidítico, semelhantes aos encontrados na Bacia de Campos, tradicional província petrolífera localizada no litoral do Sudeste.
Sylvia Ajos afirmou, no entanto, que a perfuração de um único poço não é suficiente para avaliar o potencial da área. Segundo ela, a experiência em outras bacias mostra que a confirmação de reservas depende da perfuração de diversos poços e de uma análise mais ampla dos resultados exploratórios.
CONTRATEMPOS
No início de fevereiro, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por um vazamento registrado em 4 de janeiro durante atividades relacionadas à operação.
A estatal afirmou que o material liberado era biodegradável e faz parte das tecnologias utilizadas para viabilizar a perfuração. Em março, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autuou a Petrobras por falhas em procedimentos de segurança na sonda NS ODN-II, que perfura um poço na região. A irregularidade foi identificada durante fiscalização realizada de 2 a 6 de fevereiro de 2026. Segundo a agência, a auditoria verificou o cumprimento das regras do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional da instalação, exigido pela resolução ANP 43 de 2007.
As bombas integram o sistema de emergência da embarcação e são usadas para conter incêndios em caso de acidentes durante as operações de perfuração. A Petrobras terá de corrigir as irregularidades em prazos que variam de 30 a 90 dias, conforme a gravidade das falhas. Com a autuação, a empresa tem 15 dias para apresentar defesa administrativa. Depois dessa etapa, o processo será analisado pela diretoria da ANP, que poderá aplicar multa de R$ 5.000 a R$ 2 milhões.
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