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Petroleira francesa Total renuncia à operação de concessões no Foz do Amazonas

Em março deste ano, diante da negativa do Ibama, a Total revelou que estava analisando o projeto com os sócios, para tomar uma decisão no futuro.


A decisão ocorreu diante das dificuldades impostas pelo Ibama para o licenciamento ambiental
A petroleira francesa Total anunciou, nesta segunda-feira (7), que renunciou ao direito de operar as cinco concessões de exploração que detém na Bacia do Foz do Amazonas, onde a companhia tem enfrentado dificuldades com o licenciamento ambiental. O operador é a figura que lidera os consórcios de exploração e produção das áreas de óleo e gás.

Em março deste ano, diante da negativa do Ibama, a Total revelou que estava analisando o projeto com os sócios, para tomar uma decisão no futuro. “Temos que nos certificar de tomarmos a melhor decisão sobre esse projeto”. A Total tem 40%, junto com Petrobras (30%) e BP (30%) em cinco áreas na Foz do Amazonas.

Globalmente, a francesa produz cerca de 3 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) diários de óleo e gás, com faturamento anual na casa de US$ 176 bilhões (quase R$ 800 bilhões). No Brasil, onde completa 45 anos de atividades este ano, a empresa já investiu US$ 7 bilhões e possui 3 mil funcionários.

Em março deste ano, animada com o portfólio construído no Brasil nos últimos anos, a petroleira francesa Total previa investir entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões por ano em exploração e produção (E&P) de óleo e gás no país nos próximos cinco anos, o equivalente, pelo câmbio atual, a R$ 15 bilhões até 2024. Nesse horizonte, a companhia esperava aumentar em cerca de quatro vezes a produção de petróleo no Brasil, passando dos 40 mil barris diários, estimados para este ano, para mais de 150 mil barris diários, ao fim do período.


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