Policiais militares do Amapá são afastados do trabalho para tratamento psicossocial
Segundo o comandante geral da PM, coronel Carlos Matias, cerca de 60 integrantes da corporação passaram pelo procedimento, de janeiro a julho.

Douglas Lima
Da Redação
O comandante da Polícia Militar do Estado do Amapá (PM-AP), coronel Paulo Matias, revelou no programa ‘Café com Notícia’ (Diário 90,9) desta segunda-feira, 7, que cerca de 60 integrantes da corporação foram afastados de suas escalas de serviço, neste ano, de janeiro a julho, para tratamento de saúde mental.
O coronel Paulo Matias esteve no programa de Ana Girlene acompanhado da psicóloga da PM-AP, Gorete Matos; diretor de comunicação da corporação, tenente Josias Ágabo; e do tenente Hugo.
O comandante disse que o tabu do ‘cachiblema’ chegou ao fim na Polícia Militar com a introdução, na corporação, do setor psicossocial. Matias explicou que cachiblema é a mistura de cachaça, chifre e problema, uma brincadeira com policiais que de repente mudavam de comportamento e, então, recebiam dos colegas esse diagnóstico jocoso.

A psicóloga Gorete pontuou que já há algum tempo o policial militar, que tem uma atividade estressante e ainda se submete a uma formação dura, hierárquica e disciplinar, vem merecendo tratamento humanizado na PM-AP.
Coronel Matias informou que todos os comandantes de unidade e de diretoria, e comandantes de grupamento, são orientados a encaminhar para o setor psicossocial o policial que apresenta mudança de comportamento.

O psicossocial da PM, por sua vez, ao perceber que o policial encaminhado está realmente com a saúde mental alterada, requisita a sua saída da escala normal de trabalho, para tratamento.
A psicóloga mostrou que com a quebra do tabu do cachiblema e a divulgação de um vídeo institucional da direção de comunicação sobre a importância do psicossocial, hoje em dia a demanda espontânea no setor é maior do que a demanda encaminhada.
Gorete Matos informou que as doenças mais comuns nos policiais militares são a ansiedade, a depressão e a síndrome do pânico. Primeiramente, o doente passa por uma triagem, para depois ser mandado ao psicólogo. Se o problema de saúde for detectado, há encaminhamento para a psiquiatria.
Fotos: Joelson Palheta
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