Cidades

Porto de Santana recebe contrato de R$ 150 milhões para ampliar movimentação de grãos

Arrendamento de área para movimentação de soja e milho prevê modernização do terminal e reforça papel de Santana na logística do Arco Norte


 

Douglas Lima
Editor

 

O Porto de Santana deu mais um passo para ampliar sua capacidade de movimentação de cargas nesta sexta-feira, 23, com a assinatura do contrato de arrendamento do terminal MCP01. A cerimônia contou com a presença dos ministros de Portos e Aeroportos, Tomé França, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, além de autoridades locais e representantes da empresa vencedora do leilão.

 

A área será destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, principalmente soja e milho. O contrato, firmado com a CS Infra S.A., prevê investimentos. de R$ 150,2 milhões ao longo de 25 anos. O leilão para concessão da área foi realizado em fevereiro deste ano.

 

 

Os recursos serão aplicados na modernização das instalações, com implantação de correias transportadoras, novo carregador de navios e melhorias nos píeres e na infraestrutura terrestre. A expectativa é aumentar a eficiência das operações e fortalecer o escoamento da produção pelo Arco Norte.

 

Para o ministro Tomé França, o investimento amplia a capacidade do Amapá de participar da rota de exportação da produção brasileira.

 

Ministro Tomé França

 

“São R$ 152 milhões de reais, um contrato assinado hoje para um terminal de graneleiros vegetais, movimentação de soja e de milho, fazendo com que o Porto de Santana e o Estado do Amapá passem a ter maior capacidade e mais eficiência para o escoamento da produção”, destacou.

 

Segundo o ministro, a estrutura também deve contribuir para a geração de emprego e renda na região, ao conectar a produção, especialmente de soja, do Centro-Oeste brasileiro aos mercados internacionais.

 

Polo logístico

O ministro Waldez Góes destacou a localização estratégica de Santana para a logística regional e nacional. Para ele, os investimentos em infraestrutura portuária são importantes diante do crescimento de diferentes cadeias produtivas e da necessidade de ampliar as conexões do Amapá com outros mercados.

 

Ministro Waldez Góes

 

“Santana é a nossa capital de logística do Amapá e grande parte também na estratégia nacional. Então, receber os investimentos que tem recebido e estruturar cada vez mais a infraestrutura portuária e aeroportuária é decisivo”, afirmou.

 

O prefeito de Santana, Bala Rocha, também ressaltou o impacto do novo contrato para o município. Segundo ele, o investimento contribui para consolidar o Porto de Santana como um dos principais motores da economia local e regional.

 

Prefeito Bala Rocha

 

“É um investimento de grande relevância para o Amapá e para Santana. Isso qualifica muito o nosso porto para continuar cumprindo o seu papel de motor da economia do Amapá, da Amazônia e também do Brasil”, disse.

 

O senador Randolfe Rodrigues destacou que o novo contrato integra um ciclo de investimentos na estrutura portuária do município, que também conta com o Porto do Povo, inaugurado em janeiro deste ano: “Hoje é um momento esperado há muitas décadas por Santana. O investimento de mais de R$ 150 milhões trará uma nova dinâmica ao Porto de Santana”, afirmou.

 

Senador Randolfe Rodrigues

 

Visitas ao Porto do Povo e ao aeroporto

Além da cerimônia no Porto de Santana, a agenda dos ministros incluiu uma visita ao IP4 de Santana, conhecido como Porto do Povo. Inaugurado em janeiro de 2026, o terminal recebeu R$ 37,2 milhões em investimentos federais e tem como objetivo ampliar a mobilidade fluvial, a segurança e a integração regional.

 

A comitiva também esteve no Aeroporto Internacional de Macapá, onde avaliou a infraestrutura e as condições de operação do terminal.

 

 


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