Prefeitura decreta situação de emergência em saúde pública
Medida para fortalecer enfrentamento às síndromes respiratórias tem validade de 90 dias e permite maior agilidade diante de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e Síndrome Gripal

A Prefeitura de Macapá decretou situação de emergência em saúde pública por 90 dias em todo o município em razão do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Síndrome Gripal (SG).
A medida, publicada nesta terça-feira, 28, acompanha os decretos do Governo do Estado e do Governo Federal e permitirá maior agilidade na adoção de medidas para ampliar a capacidade de atendimento da rede municipal de saúde.
O prefeito de Macapá, Pedro DaLua, destacou que a administração municipal acompanha o cenário enfrentado em todo o estado e reforçou que a medida permitirá respostas mais rápidas às demandas da população.
“Estamos acompanhando o decreto estadual. Não é mais uma ação preventiva, estamos remediando, pois estamos em uma situação de calamidade pública na saúde e nós, da Prefeitura de Macapá, temos que fazer a nossa parte. Estamos há quatro meses à frente da gestão municipal, fazendo tudo o que é possível para amenizar esse problema, mas numa saída de emergência vai ficar tudo mais rápido, mais célere e alcançar a população de forma mais eficiente”, destacou.
Com o decreto n° 6.251/2026, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Secretaria Municipal de Vigilância em Saúde (Semvs) poderão reorganizar os fluxos de atendimento, ampliar temporariamente a capacidade assistencial, intensificar ações de vigilância epidemiológica, vacinação, monitoramento de casos e fortalecer a comunicação de risco à população. O documento também prevê que todas as medidas adotadas deverão estar diretamente relacionadas ao enfrentamento da emergência e seguir a legislação vigente.
Segundo o secretário municipal de vigilância em saúde, Jefferson Oliveira, o decreto também tem o objetivo de informar a população sobre a gravidade do cenário epidemiológico e reforçar as ações de assistência.
“Esse decreto dá ciência à população da atual situação em que nos encontramos, que é grave, e vamos continuar trabalhando para aumentar o número de leitos, levando o máximo de assistência à população e um atendimento mais rápido para quem precisa”, disse.
A secretária municipal de saúde, Renilda Costa, explicou que o aumento da procura por atendimento nas unidades de saúde tem sido impulsionado, principalmente, pelos casos de síndrome gripal em crianças e idosos, público mais vulnerável às complicações da doença.
“Temos observado o aumento dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento e no Instituto Municipal de Pediatria. As crianças são as principais acometidas pelos vírus da síndrome gripal, reflexo da baixa imunização. Apesar da oferta de vacinação pela gestão municipal, infelizmente muitos não se vacinaram. O maior impacto dessa realidade está nas crianças e nos idosos. Temos chegado ao nosso limite”, destacou.
A Prefeitura de Macapá reforça que a vacinação continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde e orienta que a população mantenha o esquema vacinal atualizado, especialmente crianças, idosos e pessoas dos grupos prioritários, como forma de reduzir os casos graves e a sobrecarga da rede de saúde.
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