Presidente do CRM fala sobre eficácia da dexametasona no combate à Covid1-19 no Amapá
Além da dexametasona, médico Eduardo Monteiro também explicou sobre a decisão da OMS com relação a suspensão da utilização da hidroxicloroquina.

Marcella Palheta
Da Redação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou que a utilização do corticóide Dexametasona reduziu significativamente a mortalidade em pacientes que foram seriamente afetados pelo novo coronavírus.
O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), médico Eduardo Monteiro, explicou durante entrevista na manhã desta quarta-feira (17) ao programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) que o corticóide age como anti-inflamatório e já era utilizado no protocolo de tratamento no Amapá há bastante tempo.
“Esse medicamento já é utilizado há muitos anos. Quando me formei, ele já era empregado no tratamento de doença. Vou fazer 45 anos de formado, então, você calcula o tempo. E aqui, no Amapá, ele faz parte do esquema para tratar pacientes com a Covid-19 que agravam e vão para unidade intensiva ou alguns que começam a ter sintomas e começamos a medicar para que não cheguem na terapia intensiva”, diz o médico.
Além da dexametasona, Eduardo também explicou sobre a decisão da OMS com relação a suspensão da utilização da hidroxicloroquina. “Eles suspenderam a utilização do remédio na fase mais grave da doença. Nós estamos usando na fase inicial, assim como em vários países”, relatou.
O presidente também mencionou que o protocolo utilizado no Amapá é eficaz e que apesar do número de mortes, somos o segundo estado que mais curou pessoas da doença. O médico também diz que o número de mortes reduziu para 1,9%, e que esse número é considerado baixo.
“Nós já tivemos uma taxa de mortalidade de 2.4%, só que ela está caindo, porque essa taxa é em relação aos casos que são positivos, os que dão reagente. Nós temos uma testagem de 17 mil dos casos positivados e tem mais uns 10 mil exames que ainda vão chegar. Então, essa mortalidade, que já foi para 2,4%, hoje está em 1,95% e existe a possibilidade de ela cair mais, dependendo desses 10 mil exames”, concluiu.
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