Procon-AP dá orientações sobre Black Friday e reforça cuidados contra fraudes no comércio online
Em entrevista na Diário FM, diretor-presidente do órgão, Jean Patrick, alerta sobre falsos descontos, prazos de entrega no fim de ano e explica o direito de arrependimento em compras pela internet

Douglas Lima
Editor
Com a aproximação da Black Friday e das compras de fim de ano, o Instituto de Defesa do Consumidor do Amapá (Procon-AP) publicou um documento com orientações e diretrizes direcionadas a consumidores e fornecedores. A iniciativa busca coibir a publicidade enganosa, garantir a transparência nos preços e prevenir irregularidades frequentes nas compras presenciais e virtuais.
Entre as principais recomendações para quem comprar neste período está o monitoramento prévio dos valores com fotos e registros das ofertas, para evitar a “maquiagem de preços”, prática na qual o estabelecimento eleva o valor antes do evento para simular um desconto vantajoso. O órgão também destacou a atenção necessária ao valor final das compras pela internet e conferir taxas de frete e juros de parcelamento no cartão antes de fechar o pedido.
As orientações e o esquema de fiscalização foram detalhados pelo diretor-presidente do Procon-AP, Jean Patrick, em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9) na manhã deste sábado, 7.
O diretor ressaltou ainda que as maiores das ocorrências e os principais riscos estão concentrados no comércio eletrônico, como o atraso na entrega de mercadorias ou o envio de produtos errados. Para esses casos, Patrick lembrou a vigência do direito de arrependimento previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC), que assegura ao comprador o prazo de até sete dias para desistir e devolver o produto adquirido fora do estabelecimento físico, independentemente de defeito.
“A Black Friday vem para baixar os preços; o preço pode baixar, mas o respeito ao consumidor, que é a parte mais frágil da relação, tem que continuar firme”, destacou Jean.
Por fim, o gestor orientou que o consumidor guarde comprovantes de pagamento, números de protocolo e imagens das telas para formalizar eventuais reclamações junto ao órgão. O Procon-AP atua na conciliação e notificação das empresas e mantém cooperação com a Delegacia do Consumidor para combater crimes como sites falsos e golpes por PIX no varejo.
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