Cidades

Rios continuam subindo e aumenta número de desabrigados em Laranjal do Jarí

Volume atingiu 2,75mm na manhã desta quarta-feira. Força tarefa integrada por equipes do governo, defesa civil estadual, prefeitura e Exército estão no município em ação conjunta coordenada pelo governador Waldez Góes.

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Cada vez mais aumenta o número de desabrigados em Laranjal do Jarí por causa das inundações causadas pela elevação do nível da água dos rios da Região Sul do Amapá. O Rio Jarí atingiu na manhã desta quarta-feira (16) 2,75mm, a maior marca registrada desde 2002. Há alagamentos em vários bairros, obrigando milhares de famílias deixarem suas casas.

 

Ouvido por telefone pela bancada do programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) o governador Waldez Góes (PDT)  falou sobre a situação e pontuou as providências que estão sendo tomadas para minimizar os problemas vivenciados pela população.

 


“Estou aqui em Laranjal do Jarí com o prefeito Márcio Serrão, o coronel Wagner Pantoja, comandante da Defesa Civil Estadual e vários secretários de estado, com uma força tarefa também integrada pelo Exército Brasileiro. Tão logo cheguei ao Amapá vim imediatamente para o Vale do Jarí, onde a situação é preocupante. Há uma integração muito forte com as equipes da prefeitura, do governo do estado, da secretaria nacional de Defesa Civil, ministério da Integração, enfim, de vários órgãos dos três níveis de Poder. A ajuda humanitária começou a chegar após o prefeito Serrão decretar e eu homologar situação de emergência; após a grande cheia de abril, que chegou a 2.37m, vieram cestas básicas e materiais, mas agora o rio já está em 2.73mm, isto é, cresceu cerca de 30 milímetros, atingindo milhares e milhares de famílias”, relatou.

 


Ainda de acordo com Waldez, a falta de água potável e o estado das passarelas também causam preocupação: “O prefeito Márcio é uma pessoa muito atuante, presente, vimos conversando o tempo todo e agora estamos juntos, vamos aos abrigos onde as pessoas tão sendo assistidas pelo governo e pela prefeitura, e acompanhando o trabalho da Defesa Civil dando o todo o apoio necessário. Temos também uma grande preocupação com o estado das passarelas; o Márcio já tinha me alertado que as passarelas há muitos anos não são revitalizadas e quando vem a cheia elas são destruídas e já estamos elaborando um plano de ação para fazermos a revitalização após a situação voltar à normalidade”.

 


Perguntado se a população está recebendo água tratada, o governador admitiu que o fornecimento é precário: “Quero assegurar à comunidade amapaense que toda a nossa atenção está voltada para cá. Estamos muito acima de questões políticas porque temos compromisso social e humanitário. Estamos sim com problema de água potável porque a logística é difícil; estamos com caminhões do Exército e do governo, mas não tem logística que garanta 100% do atendimento necessário. Essa é uma das tratativas que estão fazendo, inclusive já tomando providências para reforçar a ação do governo do estado com a celebração de mais um convênio com a prefeitura especificamente para comprar água mineral. Mas enquanto isso a gente está tentando equacionar o problema, que ficou ainda mais grave com a destruição da rede de distribuição de água, que é acoplada às passarelas”.

 

Ajuda humanitária
Também entrevistado pela bancada do programa, por telefone, o prefeito Márcio Serrão (PRB) destacou que a enchente de maio é a maior desde 2000: “Essa enchente é a mais forte desde 2000. Desde então vêm ocorrendo várias enchentes, de vez em quando nos assustando, mas agora em 2018 vieram duas vezes seguidas, a primeira em abril e agora em maio, que já atingiu 2,75 milímetros. A ajuda humanitária já está chegando, graças ao empenho do governador Waldez e da bancada federal junto ao ministério da Integração. Essa ajuda já está sendo entregue em Macapá e estamos verificando com governo a logística para trazer ao município”.

 

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