“Se calamos a nossa voz, deixamos que outros falem por nós”, reforça assessor jurídico do TRE/AP
No Amapá, devido à situação da pandemia da Covid-19 e apagão, muitos cidadãos alegam que vão “boicotar” as Eleições Municipais 2020 e não sairão de casa para votar, como forma de protesto.

Railana Pantoja
Da Redação
Faltando poucos dias para as Eleições Municipais 2020, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE/AP) reforça a importância do voto, no dia 15 de novembro (domingo). No estado amapaense, devido à situação da pandemia da Covid-19, e o apagão, muitos cidadãos alegam que vão “boicotar” o pleito e não sairão de casa para votar, como forma de protesto.
“Ainda não temos 100% da energia no nosso estado, mas já temos uma boa quantidade que permite realizar com segurança. Claro que já temos manifestações em redes sociais, até fazendo uma campanha de boicote, mas isso é muito ruim para a democracia. Quando você não vota, ou instiga pessoas a não votarem, você mantém quem já está no poder. Então, de uma certa forma, você está dizendo que é satisfeito com tudo isso. A gente sempre quer evoluir e a democracia é a possibilidade de fazer renovação, de tempo em tempo”, reforça José Seixas, assessor jurídico do TRE/AP.
De acordo com o assessor, os órgãos responsáveis pela geração e distribuição de energia no Amapá garantem que o pleito não será prejudicado. Já as urnas eletrônicas receberão 1,2 mil baterias extras, enviadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para assegurar o funcionamento efetivo dos equipamentos no horário das 7h às 17h.
Para José Seixas, adiar as eleições, mesmo em época de pandemia, é “apostar no obscuro”. “Não sabemos o que virá pela frente, então, adiar as eleições é dar um passo no escuro. Temos que aproveitar a situação de estabilidade que temos hoje, não que a Covid tenha acabado, mas temos recursos, equipes de saúde que já sabem o que fazer, então, não temos aquele impacto inicial que tivemos no começo de tudo. Creio que nesse momento temos condições de realizar as eleições e ouvir a população. Se calamos a nossa voz, deixamos que outros falem por nós”, finalizou Seixas.
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