Seafro articula ações junto à Seed para garantir demandas de comunidades quilombolas
Entre as principais reivindicações, está a implantação do professor quilombola, que deverá ter uma capacitação específica para atuar nessas comunidades.

A Secretaria Extraordinária de Política para Afrodescendentes (Seafro) intensifica as articulações junto à Secretaria de Estado da Educação (Seed) para o atendimento de demandas das comunidades. O secretário da pasta, Aluizo de Carvalho e sua equipe técnica já participou de pelo menos duas reuniões online com a secretária de Educação do Estado, Goreth Souza e secretários adjuntos. Entre outras reivindicações, estão melhorias estruturais nas escolas das comunidades, bem como a contratação de professores quilombolas e nomeações de diretores da própria comunidade.
A Seed garantiu que as melhorias estruturais nas escolas já estão em iminência de acontecer. A secretária elogiou as escolas quilombolas, a grande maioria adimplente e apta a receber repasses federais e estaduais. Uma das escolas que deverá ser construída é a de Vila Velha do Cassiporé, uma vila quilombola localizada numa região remota do Município de Oiapoque.
Quanto à seleção do professor quilombola, a pasta informou que deverá ser, a princípio, aproveitado um processo seletivo já em andamento e que os professores deverão passar por uma capacitação específica para atuar nessas comunidades. Também já estão sendo adotadas as medidas para que o concurso público específico para quilombola seja uma realidade; nesse sentido, legislação estadual deverá ser trabalhada.
“A figura do professor quilombola está garantida pela LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação]. Porém, aqui no Amapá precisa ser implantada de maneira definitiva. As comunidades e escolas quilombolas têm suas especificidades que precisam ser respeitadas”, argumenta o secretário Aluizo.
As demandas continuarão sendo levadas à Seed, tendo também como interlocutor o Núcleo de Educação Étnico-Racial (Neer).
Deixe seu comentário
Publicidade


