Secretaria da Ciência e Tecnologia detalha contribuições do setor de pesquisa no enfrentamento à pandemia
A mobilização de diversos órgãos de pesquisa, conectados pela SETEC, tem subsidiado ações do Executivo e até a produção de EPIs para combate ao Covid-19

Cleber Barbosa
Da Redação
O secretário estadual da Ciência e Tecnologia (SETEC), Rafael Pontes, deu mais detalhes em entrevista no rádio sobre como o setor vem se mobilizando para garantir meios de combate à pandemia mundial do novo Coronavírus, o Covid-19. Com a mobilização de diversos profissionais de diversos campos da pesquisa, até mesmo equipamentos de proteção individual (EPI) – que estão em falta do mercado – passam a ser produzidos de forma experimental e emergencial no próprio estado.
Falando à equipe do programa Café com Notícia (Diário FM 90,9), o gestor da SETEC explicou desde a criação de um comitê de crise no âmbito do Governo do Estado, o governador Waldez Góes determinou que cada secretaria ou autarquia local pudesse pensar e conceber projetos para ajudar no enfrentamento da epidemia e ajudar a população a enfrentar um momento tão delicado e que logo deveria chegar ao Amapá.
Foi então, segundo Pontes, que há uma rede integrada de pesquisa no estado, então o papel da SETEC foi conectar todos os órgãos de pesquisa locais que passaram então a discutir como cada um poderia ajudar. “Nós então instalamos várias frentes de apoio à população, de forma a subsidiar não só o governo como também as prefeituras de todos os municípios do estado e também a sociedade naquilo que o setor de ciência e tecnologia pudesse contribuir”, recorda
Uma das primeiras contribuições foi a apresentação de um parecer técnico que subsidiou junto com a Coordenadoria de Vigilância em Saúde, a Defesa Civil, a Secretaria de Saúde e todo o Comitê Científico, subsidiou o governador do estado e o prefeito da capital a baixar o decreto de calamidade pública e instalar o processo de isolamento social que se tem hoje, que busca, segundo ele, a prudência e a responsabilidade de gestores sérios que lutam pela preservação da vida e o bem-estar da saúde da população.
O secretário disse que o processo econômico também tem merecido um debate diário nesse colegiado, mas que a prioridade mesmo é a prevenção da saúde. “A gente vem acompanhando também modelos matemáticos que nos orientam de que o processo de isolamento é a melhor ferramenta, a melhor forma de prevenção hoje para o Coronavírus”, ponderou.
Entre os projetos em curso, além da fabricação das 500 primeiras máscaras de proteção para os profissionais da saúde e da segurança pública, está a produção de álcool em gel, bem como outras soluções tecnológicas.
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