Cidades

Setembro Verde reforça importância da doação de órgãos e amplia informação no Amapá

Campanha busca esclarecer a população sobre o processo de doação, que segue critérios técnicos e legais e depende da autorização da família


Fotos: Rodrigo Abreu/Sesa e Gabriel Maciel/Sesa

 

A decisão de uma família em autorizar a doação de órgãos pode representar uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam por um transplante. Durante o Setembro Verde, o Governo do Amapá, através da Central Estadual de Transplantes, amplia o diálogo com a sociedade para conscientizar sobre a importância da doação e esclarecer que o processo é seguro, regulamentado e acompanhado por equipes especializadas.

 

 

“O Setembro Verde é uma oportunidade para conversar com a população e, principalmente, com as famílias sobre a importância da doação de órgãos. O convite é para que as pessoas parem, pensem e conversem sobre esse assunto. Mesmo diante da dor pela perda de um ente querido, existe a possibilidade de transformar essa despedida em esperança, ajudando a salvar e melhorar a vida de quem aguarda por um transplante. É um momento de humanizar, esclarecer e mostrar que a doação pode levar vida a muitas famílias”, destaca Gracilene Lobato, coordenadora da Central Estadual de Transplantes.

 

A Central Estadual de Transplantes é a representação do Sistema Nacional de Transplantes no Amapá e atua de forma administrativa e operacional, em articulação com a Secretaria de Estado da Saúde. Entre as atribuições estão a orientação à população, o trabalho junto às unidades hospitalares, a qualificação dos serviços, o acompanhamento de pacientes e a organização dos processos relacionados à captação e ao encaminhamento de órgãos para unidades transplantadoras.

 

Atualmente, mais de 500 pacientes renais são acompanhados no estado a partir dos dados das unidades que realizam tratamento dialítico. A Central também trabalha para identificar pacientes com indicação ou possibilidade de transplante de outros órgãos, como coração e fígado.

 

Como o Amapá ainda não realiza transplantes, os pacientes com indicação são encaminhados para serviços especializados de outros estados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), onde podem realizar a preparação e o procedimento, conforme avaliação médica.

 

 

A doação segue critérios rigorosos: ocorre após a confirmação da condição clínica prevista em lei e depende da autorização da família, com todo o processo documentado e acompanhado por profissionais responsáveis pela preservação e destinação adequada dos órgãos. Um único doador de múltiplos órgãos pode beneficiar até oito pessoas, com a doação de órgãos e tecidos como coração, fígado, intestinos, rins, córneas e pele.

 

No Setembro Verde, a Central reforça que falar sobre doação é também falar sobre informação, confiança e solidariedade, incentivando as famílias a conversarem sobre essa decisão.

 


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