Cidades

Sindicalistas de saúde fazem apelo para garantir reposição de equipamentos de proteção

A grande demanda de atendimentos durante a pandemia mundial do Covid-19 vem trazendo uma preocupação adicional aos trabalhadores do setor pela falta de EPIs.

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Cleber Barbosa
Da Redação

Geovani Lobato, que é nutricionista e dirigente do SindSaúde, Sindicato de Classe dos Profissionais da Saúde, fez um apelo no rádio nesta quarta-feira (25) para a imediata alocação de meios que garantam a reposição dos estoques de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) para os servidores do setor. Ele e outros representantes classistas participaram do programa Café com Notícia, na rádio Diário FM (90,9), quando deram mais detalhes de uma campanha de sensibilização à toda a sociedade.

Funcionário do Hospital de Emergência e também do Hospital de Clínicas Alberto Lima, ele disse que o sindicato vem acompanhando a aflição dos colegas, que ao mesmo tempo em que zelam pela assistência à saúde de seus pacientes, precisam resguardar a própria sanidade.

Outra representante da categoria, Michele Santos, lembrou que assim como o próprio Corpo de Bombeiros Militar do Amapá e o Sindicato de Enfermagem, outras categorias de trabalhadores da saúde estão mobilizadas na busca por meios para o fornecimento dos EPIs. “Existem leis que já garantem essa proteção aos profissionais de saúde, como a Norma Regulamentadora nº 32 para quem se expõe a risco biológico, como também uma norma específica para o combate à contaminação pelo Covid-19, a norma 04/2020, da Anvisa, com todas as orientações técnicas”, explicou.

Segundo a representante, os trabalhadores do setor até já fizeram Boletim de Ocorrência na Polícia e denúncias ao Ministério Público e demais Conselhos de Classe, no sentido de garantir o fornecimento dos equipamentos de proteção individual. A falta dos apetrechos tem causado uma insegurança muito grande aos trabalhadores, segundo a sindicalista, o que se estende a seus familiares, afinal após a jornada de trabalho a volta da casa traz essa preocupação adicional em também os proteger.

Gratificação

Os representantes também estão buscando dialogar com as autoridades do setor de saúde no sentido de garantir a implementação efetiva do chamado “Auxílio Jaleco”, um benefício assegurado em lei estadual devidamente sancionada pelo Estado depois de passar pelo Parlamento Estadual.

Entre as principais carências de EPI os óculos de proteção facial, a máscara N-95, ou mesmo a máscara SS2 ou equivalente, pois são máscaras mais grossas, com muito mais qualidade e segurança para os profissionais. Eles também reclamam da falta de protetores faciais e aventais impermeáveis. Já o fornecimento de gorros, luvas e máscaras cirúrgicas, que segundo eles não são as adequadas, pois fora reprovadas em testes práticos feitos pelos próprios profissionais locais.

 
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