Cidades

Sinsepeap nega calote e diz desconhecer lista com pagamentos de isonomia

Direção esclarece que responsabilidade do sindicato era somente com herdeiros de professores falecidos, cabendo ao Banco do Brasil o repasse dos valores aos trabalhadores vivos.

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Em resposta à reclamação feita por Erickson Silva, filho da professora aposentada Oscarina Silva, há uma semana, no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9), de que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amapá (Sinsepeap) estaria se recusando a repassar à mesma valores referentes à isonomia salarial devida desde 2008 pelo governo federal, a presidente Katia Cilene e o advogado do sindicato, Davi Silva, esclareceram no programa desta terça-feira (18) que desconhecem a existência de uma suposta lista de beneficiários e garantiram que a responsabilidade desse pagamento não é da responsabilidade da entidade, mas sim do Banco do Brasil.

“Quero deixar bem claro que o Sinsepeap e ninguém do sindicado está praticando qualquer agressão à professora Oscarina; tomamos conhecimento que existe uma suposta lista de pagamentos pendentes, e, inclusive, sabemos a fonte da divulgação dessa lista e vamos apurar. Mas, posso assegurar que o sindicato não tem nenhuma responsabilidade, porque na época cabia ao Sinsepeap o pagamento dos valores referentes aos trabalhadores falecidos, e isso foi feito para facilitar o recebimento por parte dos herdeiros, evitando a abertura de inventário, pois demandaria tempo e dinheiro, e sabemos que nem todos podem pagar advogado para abertura do inventário. Quanto aos trabalhadores vivos, como é o caso da professora Oscarina e outras pessoas, essa responsabilidade é do Banco do Brasil”, esclareceu.

Apuração

Perguntada então, nesse caso, onde está o dinheiro, considerando que de acordo com a reclamação do filho, é devida a quantia de cerca de R$ 30 mil à professora Oscarina, a presidente disse que “(o dinheiro) está lá; se é devido tem que pagar os beneficiários, garantir o dinheiro”, e incumbiu o advogado Davi Silva a explicar sobre a questão jurídica. Ele afirmou que na época mais de 2.500 professores foram beneficiados e confirmou que a responsabilidade do Sinsepeap era somente com o pagamento dos trabalhadores já falecidos.

“O que nos causa estranheza é que essa senhora, na época (não se manifestou), porque foram injetados mais de R$ 80 milhões na economia do Estado, foi bastante divulgado repetidamente até 2011; cabia ao sindicato fazer o pagamento apenas aos trabalhadores falecidos, ficando os vivos sob a responsabilidade do banco. O mecanismo processual era diretamente com o banco, através de saque ou transferência para a conta daquele titular; para os mortos, precisaria habilitar os herdeiros para a sucessão, por meio do Inventário, que ficaria muito caro, e a maioria não tinha condições de pagar advogados, por isso o sindicato viabilizou o pagamento exclusivamente com relação aos falecidos. Quanto a essa lista que está sendo divulgada, sabemos a fonte, sabemos quem está com essa lista na mão e vamos adotar as medidas necessárias”, pontuou.

 
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