Cidades

Taxa de reincidência de CPFs negativos alcança 39,4% no Amapá 

O levantamento da Serasa Experian identificou que Mato Grosso (49,2%), Alagoas (48,7%) e Paraíba (47,8%) foram os estados brasileiros que se destacaram pelas maiores taxas de reincidência de CPFs negativados em 2017. O Amapá aparece com 39,4%. 

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De acordo com o levantamento da Serasa Experian, 42,5% dos brasileiros que estavam endividados e quitaram essas pendências em 2017 voltaram a ficar no vermelho. Esta é a primeira queda observada na taxa de reincidência de dívidas em atraso desde 2015 (42,7%). A redução de 1,2 ponto percentual em relação ao indicador apurado 2016 (43,7%). Já na segmentação por idade, os dados do ano revelaram que os idosos (61 anos ou mais) são os menos reincidentes (38,2%) dentro de sua respectiva faixa etária, enquanto os adultos entre 36 e 40 anos (44,5%) concentram a maior parcela de pessoas com reincidênc ia de débitos atrasados.

Na composição da amostragem deste estudo, a Serasa Experian analisou informações de sua base de dados referentes somente a CPFs que voltaram a ficar negativados após seis meses da regularização de uma situação de inadimplência anterior, entre os anos de 2013 e 2017. Foram consideradas pessoas que estão com pelo menos uma dívida associada ao seu nome, em qualquer período de atraso.

Segundo os economistas da Serasa, o recuo observado na taxa de reincidência de 2017 reflete a reduç ão da taxa de juros, bem como a sua manutenção em patamares reduzidos, o que propiciou a brasileiros endividados o acesso a condições mais favoráveis para renegociar e quitar suas dívidas. Nesse contexto, também se destaca um início de reversão da taxa de desemprego, ainda que em ritmo mais lento do que o esperado, mas que já contribui para que mais pessoas possam eliminar pendências para retomar uma situação de normalidade em suas finanças.

Reincidência de dívidas por faixas de idade  
O levantamento da Serasa Experian também verificou, ano a ano, o percentual de pessoas com reincidê ncia de dívidas em atraso após seis meses de regularização de débitos anteriores, dentro do total de CPFs negativados analisados correspondentes à cada faixa de idade. Em 2017, todos os segmentos etários apresentaram queda em relação ao indicador de 2016.

Ao longo dos anos contemplados pelo estudo, foi observado entre as faixas referentes aos adultos – que v&a tilde;o dos 26 aos 60 anos – o avanço consecutivo de reincidentes a partir de 2013 e que se intensifica em 2015 e 2016, período em que a crise econômica no país atingiu a sua fase mais crítica. Apesar do retrocesso registrado no ano passado, aparecem com os maiores índices de pessoas que voltaram a ficar endividadas os brasileiros entre 36 e 40 anos (44,5%) e entre 30 e 35 anos (44,2%).

Em contraposição a esse resultado, os dados de 2013 até 2015 apontaram a reduç&atild e;o entre os idosos com CPFs que voltaram a ficar negativados, além do recuo em 2017 frente à alta apurada em 2016. No decorrer de todo o período analisado, os brasileiros com 61 anos ou mais responderam pela menor participação de reincidentes dentro de sua respectiva faixa etária, índice que ficou em 38,2% no ano passado.

Reincidência por regiões brasileiras       
De acordo com o estudo da Serasa Experian, o Norte do Brasil se destaca com a maior queda de reincidentes em sua região, de 6,1 p.p. em 2017 (37,9%) frente a 2016 (44,0%). Também apresentaram retrocessos em seus respectivos resultados no ano passado o Sudeste e o Nordeste. Embora figure tenha apresentado diminuição, o Nordeste se destacou em 2017 com o maior percentual de reincidentes em sua região (45,1%).

Outras duas regiões tiveram alta nos seus respectivos totais de CPFs com reincidência de dív idas em aberto após seis meses de regularização do débito anterior. O Centro-Oeste registrou o avanço mais acentuado, de 1,9 p.p. no resultado de 2017 (42,6%) versus 2016 (40,7%). Já o indicador do Sul subiu 0,2 p.p. na comparação entre os mesmos anos.

 
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