Técnicos avaliam escultura da preguiça no Bioparque da Amazônia
Após a reunião e a visita técnica, os órgãos envolvidos farão seus respectivos laudos apontando qual a melhor opção a ser seguida.

Railana Pantoja
Da Redação
Na manhã desta quinta-feira (28) uma equipe técnica composta pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), secretários municipais, artesãos e ex-gestores do Bioparque da Amazônia, fez uma avaliação de como está a escultura da preguiça que fica na entrada do parque.
Uma notificação do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros aponta risco de queda, pois a madeira utilizada encontra-se podre por dentro em algumas partes, conforme explica o major Orielson Pantoja, comandante do Grupamento.
“O risco existe, de fato, a estrutura que foi encontrada está comprometida. Porém, alguns laudos serão emitidos e após isso teremos diligências para saber a forma como será tratada a escultura, se será retirada ou feita uma reforma parcial. Existe a possibilidade de reforma, porém será avaliada para sabermos se isso vai zerar os riscos. Se houver risco, aí a gente não recomenda a reforma e sim a retirada. Basicamente o risco principal é no lado direito, o ponto de intercessão que fica entre o tronco e o galho está podre, com excesso de fungo e muita umidade. Com o tempo, isso vai perdendo resistência e poderá cair. Outro ponto é a base, que também sofre com penetração de umidade”, explicou o major.

De acordo com o ex-diretor do Bioparque, Richard Madureira, a madeira utilizada na escultura foi reaproveitada da própria natureza.
“Na época que nós retiramos esse tronco lá da orla e trouxemos para cá, houve uma análise dos próprios artesãos, porque eles conhecem muito bem a madeira, a durabilidade, e nós ‘plantamos’. Feito isso, tomamos alguns cuidados e a partir da efetivação da escultura fizemos a manutenção periódica. Após a análise minuciosa, esperamos que sejam feitas as correções e possamos manter a escultura”, falou Richard Madureira.

Após a reunião e a visita técnica, os órgãos envolvidos farão seus respectivos laudos apontando qual a melhor opção a ser seguida. O diretor do Bioparque, Marcelo Oliveira, aguarda os resultados para tomar uma decisão.
“Estamos solicitando os pareceres técnicos. O prefeito pediu todos os cuidados para que a gente possa tomar uma decisão pensada, sem que prejudique nenhum ente da sociedade e preservando a obra. Vamos aguardar os relatórios e ouvir engenheiros, bombeiros, artesãos, para que a gente tome a decisão mais acertada”, frisou Marcelo Oliveira.
Para o artesão Regis Silva, é possível recuperar boa parte da estrutura e adequá-la, para que o trabalho artístico do colega Djalma Santos não seja perdido.
“A parte artificial realmente está comprometida. Mas quando fizerem uma análise mais profunda, vão descobrir que tem condição de ser recuperada, diminuindo o peso, tirando uma parte do braço dela para que fique proporcional ao corpo e pronto, você terá uma peça trabalhada que dure no mínimo 50 anos. É preciso dar manutenção”, finalizou o artesão.
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