Teles Júnior: Estatísticas comprovam que medidas de contenção estão surtindo efeito no Amapá
Especialista em estatísticas, diz no rádio que fatores sociais da população do Brasil afastam possibilidade de se repetir drama da Itália.

Cleber Barbosa
Da Redação
O economista e estatístico Antônio Teles Júnior, voltou a falar a respeito das análises sobre a evolução da epidemia do novo Coronavírus. Falando ao programa Café com Notícia, na rádio Diário FM (90,9), disse que chama a sua atenção o crescimento acentuado do número de mortos pelo Covid-19 no país, mas com uma redução moderada no número de casos suspeitos confirmados.
Falou também sobre um novo estudo divulgado no domingo, nos Estados Unidos, dando uma perspectiva um pouco mais otimista em relação ao cenário para o Brasil. “Tem a ver com a concentração do número maior de casos na região Sudeste, além de um crescimento acentuado nos estados do Ceará e Amazonas, este último inclusive reunindo mais casos do que todos os estados da região Amazônica reunidos”, detalha.
Teles diz que o fato do Amapá ter apenas um único caso confirmado embora seja motivo de alento, aponta para a necessidade de se manter a sociedade local toda mobilizada no que diz respeito ao isolamento. “O isolamento domiciliar é a principal medida de combate à expansão do Coronavírus, daí ser fundamental que o estado mantenha essa rigidez, tanto que começa a vigorar hoje um novo decreto restringindo ainda mais a movimentação de pessoal, mas repito é muito importante a colaboração da população para que a gente não venha a sofrer com um cenário caótico que seria o colapso do sistema público de saúde aqui no Amapá”, pondera.
O especialista também falou sobre o drama vivido na Itália, que segundo a nova pesquisa americana não deve se repetir no Brasil, a partir de premissas como o alcance do Sistema Único de Saúde, o SUS, como também a disponibilidade de leitos de UTI e de material humano nas áreas onde estão o maior número de casos. Também contribui para isso alguns fatores sociais como a baixa população de idosos, se comparado com a Itália onde um quarto da população está acima dos 60 anos, enquanto que no Brasil essa faixa etária reúne apenas 10% da população – e no Amapá menos ainda, 8%.
Em compensação, outros dados apontados nesse levantamento despertam preocupação, como o grande número de diabéticos no Brasil, bem como os hipertensos. “Esses sim fatores de risco e que contribuem para se expor essa camada da população, uma fragilidade nossa infelizmente”, complementa.
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