Cidades

TRE/AP quer retomar projeto ‘ABC da Cidadania’ para alfabetizar eleitores

Expectativa do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá é retomar, em 2021, uma nova edição do projeto que foi idealizado pela primeira vez em 2004 e conseguiu reduzir em 40% o número de eleitores analfabetos.

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Railana Pantoja
Da Redação

 

Realizado pela primeira vez em 2004, o projeto “ABC da Cidadania”, do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE/AP), busca oportunizar a alfabetização dos eleitores amapaenses que não sabem ler e escrever. Os números mostram que 17.308 eleitores (3,71%) se declararam analfabetos, em 2019, sendo a maioria formada por homens negros ou pardos acima de 60 anos.

Com o projeto, a expectativa do Tribunal é reduzir em até 50% esse número para que os eleitores possam desenvolver plenamente sua cidadania.

“Eu observei, em 2002, um projeto parecido no Piauí (PI), e aí pensei em trazer para a realidade da nossa região. Em 2004 fizemos o ABC da Cidadania aqui, e trabalhando com todas as prefeituras. Nós conseguimos reduzir em 40% o número do eleitorado não alfabetizado”, relembrou o desembargador Gilberto Pinheiro, vice-presidente e corregedor do TRE/AP.

Na época, o Tribunal utilizou recursos próprios e também contou com a ajuda da Fundação BB, que capacitou os professores participantes do projeto e deu material didático para os alunos. Para 2021, a expectativa é retomar o ABC da Cidadania e fechar parcerias que impulsionem o projeto.

“Nós contratamos alunos que já estavam nos últimos anos de Pedagogia e Letras para um período de 3 a 6 meses. Eles eram capacitados e iam dar as aulas. O projeto foi um sucesso e a gente até se emocionou. Várias pessoas chegavam dizendo que iam a uma agência bancária e o próprio gerente comentava sobre a situação, mas depois eles [alunos] passaram a chegar e falar ‘não, agora eu já sei assinar meu nome, sei ler’, e isso é muito bacana”, finalizou o desembargador Gilberto Pinheiro.

Após o término do curso os participantes receberão certificado e um novo título de eleitor, já sem a identificação “não alfabetizado” e com a assinatura dos mesmos.

 
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