Cidades

Três municípios do Amapá estão no ranking nacional dos 20 que menos investem em saúde

Investimentos por habitantes nos municípios de Santana, Oiapoque e Laranjal do Jari não chega a R$ 90.

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presidente do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP), Dr. Eduardo Monteiro

Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que os municípios de Santana, Oiapoque e Laranjal do Jari estão no ranking dos 20 municípios brasileiros com menor gasto ‘per capta’ em ações e serviços públicos em saúde. O levantamento é referente ao exercício 2017. Em Santana o gasto por habitante foi de R$ 76,86; em Oiapoque o gasto médio foi de R$ 85,89; em Laranjal do Jari, o valor per capta foi de R$ 86,09.
Ainda de acordo com o levantamento, a capital, Macapá, apresentou o menor investimento no mesmo ano. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP), Dr. Eduardo Monteiro, diz que números são preocupantes. Ele convocou a imprensa para uma coletiva nesta quarta-feira (23) às 16h, no prédio do CRM, no bairro do Trem, onde fará o detalhamento dos dados e discorrerá sobre as consequências negativas que isso representa.

Nacional
Cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante todo o ano de 2017. Segundo a análise do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre as contas da saúde, esse foi o valor médio aplicado pelos gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde.

O levantamento mostra, por exemplo, que os municípios menores (em termos populacionais) arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de cinco mil habitantes, as prefeituras gastaram, em média, R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada. Além disso, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, consequência, principalmente, de sua maior capacidade de arrecadação.


Ranking

Entre os mais altos valores per capita naquele ano, estão os das duas menores cidades do País. Com apenas 839 habitantes, Borá (SP) lidera o ranking municipal, tendo aplicado R$ 2.971,92 para cada um dos 812 munícipes. Em segundo lugar, aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).
Entre as capitais, Campo Grande (MS) assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares aparecem São Paulo (SP) e Teresina (PI), onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.

Em desvantagem, estão situadas Macapá (AP), com R$ 156,67; Rio Branco (AC), com R$ 214,36; além de Salvador (BA) e Belém (PA), onde os valores ficaram próximos de R$ 245 por pessoa.

 
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