Cidades

Tribunal de Contas do Amapá passa a usar robôs que caçam irregularidades em licitações e processos

Sistemas foram desenvolvidos pelo Tribunal de Contas da União que usa os robôs Alice, Sofia e Monica

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O Tribunal de Contas do Amapá (TCE-AP)  informou nesta segunda-feira (24) que inicia esta semana uma nova fase tecnológica. Trata-se da implementação definitiva dos robôs Alice, Sofia e Monica, que caçam fraudes e outras irregularidades em licitações. O assunto foi tema de reunião na quarta-feira (19) entre técnicos, auditores e conselheiros do TCE Amapá.

Esses sistemas foram desenvolvidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e já são usados por servidores da Controladoria-Geral da União, Ministério Público Federal, Polícia Federal e tribunais de contas dos Estados.

No ar desde fevereiro de 2017, Alice é um acrônimo para Análise de Licitações e Editais. O robozinho lê editais de licitações e atas de registro de preços publicados pela administração federal, além de alguns órgãos públicos estaduais e estatais. A partir daí, ela elabora uma prévia do documento e aponta aos auditores se há indícios de desvios.

Enquanto Alice faz sugestões do que investigar, Sofia não é tão contida. Ela aponta erros nos textos dos auditores, sugere correlações de informações e indica outras fontes de referência.

Já Monica é um painel que mostra todas as compras públicas, incluindo as que a Alice deixa passar, como contratações diretas e aquelas feitas por meio de inexigibilidade de licitação (quando um serviço ou produto possui apenas um fornecedor).

Vitor Cortes, técnico do Controle Externo do TCE Amapá, fez uma exposição detalhada dos sistemas aos auditores, técnicos e conselheiros. Ele explicou que os robôs fazem parte de um sistema maior do Tribunal de Contas da União (TCU) denominado LabContas que reúne 96 bancos de dados, contendo informações úteis na análise licitatória e processual.

Dailson Igo Palheta, auditor do TCE Amapá, disse que o Tribunal vem buscando parceria não somente com o TCU, mas também com outras bases de dados mantidas por várias instituições públicas com o objetivo de enriquecer a análise feita pelos sistemas.

A auditora Rafaela Fecury ressaltou que a implantação dos sistemas no Tribunal de Contas do Amapá marca um novo momento quando o assunto é controle externo. “O leque de informações vai otimizar o nosso trabalho e nos dar maiores condições de análise”, disse.

 
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