Cidades

Unifap projeta equipamentos para auxiliar no combate e tratamento do coronavírus

Ao todo, 7 cursos de exatas da Unifap atuam na produção de protetores faciais, protótipo de ventilador para respirador e readequação de máscaras de mergulho para uso da saúde do Amapá


Fotos: Divulgação Unifap

Railana Pantoja – Da Redação

 

A Universidade Federal do Amapá (Unifap), assim como outras instituições públicas de ensino, está atuando na linha de frente de combate ao novo coronavírus através da produção de diversos equipamentos para a área da saúde. Entre os principais projetos que estão sendo executados, destacam-se a produção de protetores faciais e a montagem de um protótipo de ventilador para respiradores.


“Juntamos as impressoras 3D que tínhamos nas várias coordenações e começamos a produção com o material que tinha, e ontem entregamos para a Prefeitura de Macapá 60 protetores, mas já tínhamos entregue também para o Hospital da Criança. A nossa proposta é produzir entre 500 e 600 máscaras. Esses protetores têm um suporte impresso em 3D e uma película de plástico que cobre o rosto todo do profissional de saúde, ele usa à frente da outra máscara médica”, explicou a coordenadora da equipe técnica, professora Cristina Badini, do colegiado de Engenharia Civil.

Esse tipo de protetor facial é reutilizável, mas deve ser higienizado para uso novamente. Já o protótipo de ventilador pra respirador, aguarda recursos para ser executado. “Tem vários projetos em diversas instituições, mas dois já estão homologados, são projetos abertos que não foram desenvolvidos por nós, mas a gente também imprime. Pra esse nós pedimos recursos, porque um respirador custa em média 70 mil, e esse protótipo que a USP desenvolveu fica por volta de R$ 1500. Estamos esperando os equipamentos e os recursos chegarem, mas vamos desenvolver em breve”, adiantou Badini.


Ao todo, sete cursos da Unifap atuam na produção desses materiais, são acadêmicos e professores dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Matemática, Física, Química e Arquitetura. “Nessa parte de tecnologia nós temos 11 projetos no total, feitos com recursos ainda da Unifap, mas também temos parceiros. Agora estamos solicitando parceria pra gente ter impressoras, quanto mais tivermos, mais protetores conseguimos entregar”, pediu.

Uma aposta da Universidade também é o uso de máscara de mergulho como Equipamento de Proteção Individual (EPI). “É uma máscara que deve ser usada no transporte de suspeitos ou infectados. O diferencial é que se a pessoa está espirrando, essa máscara contém o espirro e não espalha o vírus. Ainda estamos testando, mas ela também tem um espaço para conectar o respirador e é bem mais barata”, finalizou Badini.


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