UPA Zona Norte alerta para aumento de problemas gastrointestinais no período chuvoso
Unidade registra crescimento na procura por atendimento de pacientes com diarreia, vômitos e dor abdominal; especialista reforça cuidados com água e alimentos

Com a intensificação das chuvas, a UPA Zona Norte tem registrado aumento no número de atendimentos relacionados a problemas gastrointestinais, como diarreia, vômitos e dor abdominal. Somente na primeira quinzena de fevereiro, a unidade contabilizou 616 casos desse tipo de ocorrência. A principal causa está associada ao consumo de água e alimentos contaminados, situação mais comum em períodos de alagamentos.
De acordo com especialistas da unidade, o período exige atenção redobrada devido a surtos virais, como os causados pelo norovírus, agente com alta capacidade infecciosa e resistência, que provoca quadros de gastroenterite acompanhados de febre alta. A transmissão ocorre pelo consumo de água ou alimentos contaminados e pelo contato com pessoas infectadas, representando maior risco para crianças, idosos e pessoas com comorbidades, que possuem maior propensão à desidratação.
Tais sintomas são comuns nesta época do ano, impulsionados por aglomerações e pelas condições sanitárias típicas do inverno amazônico. A recomendação fundamental é reforçar a higiene das mãos, evitar alimentos e bebidas de procedência duvidosa e procurar atendimento médico em casos que apresentem sinais de agravamento.
Segundo o médico Raul Dias, no período chuvoso é essencial redobrar a vigilância com a água utilizada para consumo e preparo das refeições.
“Durante as chuvas, há maior risco de contaminação da água por microrganismos que causam infecções intestinais. A orientação é consumir apenas água tratada, filtrada ou fervida por pelo menos cinco minutos. Também é importante utilizar hipoclorito de sódio quando houver dúvida sobre a procedência da água. Pequenos cuidados fazem grande diferença na prevenção”, destacou o médico.
O profissional reforça, ainda, que a água deve ser armazenada em recipientes limpos e bem vedados, e que as caixas d’água precisam passar por higienização periódica, no mínimo a cada seis meses. Em áreas atingidas por enchentes, a água de poços ou reservatórios deve ser considerada imprópria até que seja feita a desinfecção adequada.
Entre os sintomas mais frequentes relatados na unidade estão diarreia, náuseas, febre e dor abdominal. Sinais como boca seca, fraqueza, sonolência e diminuição da urina podem indicar desidratação e exigem avaliação médica imediata. Embora a maioria dos casos seja de leve a moderada, o início rápido da hidratação é essencial para evitar complicações graves.
A ação integra as estratégias do Governo do Estado para fortalecer o atendimento durante o período chuvoso, garantindo assistência rápida e orientações preventivas à população atendida na UPA Zona Norte.
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