Vendaval destrói casas, prédios e arranca árvores no distrito do Curicaca
Comunidade foi atingida por rajada de ventos que atingiram até 70 km/h, segundo o NHMET; casas, escolas e até mesmo uma igreja foram destelhadas; árvores arrancadas pelas raízes

O gerente do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMET) do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Jefferson Vilhena, confirmou ao Diário que a comunidade do Curicaca, no interior do município de Itaubal, distante cerca de 110 quilômetros de Macapá, foi atingida por um vendaval na tarde dessa quarta-feira, 9. Segundo o meteorologista, os ventos atingiram velocidade entre 50 e 70 km/h.
“Muitas pessoas estavam falando em tornado, mas não chegamos a essa classe. Havia uma previsão de ventos fortes e rajadas de ventos para a área litorânea do estado. O que houve naquela região foi um fenômeno classificado como vendaval, que antecede o tornado. Geralmente esse segundo episódio ocorre quando os ventos chegam aos 90 km/h, o que não foi registrado nesse caso”, disse.
Moradores relataram nas redes sociais o desespero das famílias. Casas, escolas e até mesmo a igreja da comunidade foram atingidas. Árvores foram arrancadas pelas raízes. Em alguns casos os imóveis tiveram os telhados arrancados completamente.
“Meu Deus do céu, o que é isso? Peçam ajuda para que sejamos socorridos. Foi algo que jamais tinha visto na minha vida. O telhado da minha casa foi parar praticamente no quintal do meu vizinho. Me escondi com meus filhos embaixo da mesa até o vento passar”, relatou em áudio uma das moradoras.
Chuvas
“Estamos monitorando as áreas de instabilidade. Nas últimas seis horas choveu entre 15mm a 20mm. Está dentro do previsto, mas em algumas regiões específicas, como é o caso do centro de Macapá, o acumulado é de aproximadamente 30mm”, revelou.
Tanto a Defesa Civil do estado quanto a do município estão de prontidão para atender as ocorrências na capital. Em vários pontos foram registrados alagamentos. Em um vídeo uma internauta registrou a situação caótica nas imediações da avenida Cora de Carvalho com a rua Jovino Dinoá.
No centro comercial a água chegou a invadir carros e várias lojas. A média de chuva esperada para maio é de 350mm a 400mm, mas o NHMET estima que o nível pluviométrico deverá chegar aos 550mm.
Reportagem: Elden Carlos
Fotos e vídeo: Reprodução/ redes sociais
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