Vereadores aprovam reajuste de 15% para profissionais da educação de Macapá
Projeto enviado pelo Poder Executivo interino supera os 12% pleiteados pela categoria

Em sessão ordinária nesta quinta-feira, 26, a Câmara Municipal de Macapá aprovou, por 20 votos favoráveis e uma abstenção, o Projeto de Lei que estabelece reajuste salarial de 15% para os servidores da educação municipal. O índice aprovado é superior aos 12% que haviam sido solicitados pelo sindicato dos professores na semana anterior, marcando um avanço nas negociações entre o funcionalismo e o poder público.
Durante a sessão, o prefeito interino de Macapá, Pedro da Lua , utilizou a tribuna para defender a viabilidade técnica da medida. Em discurso focado na gestão orçamentária, o prefeito rebateu críticas sobre possíveis riscos à saúde financeira do município.
“Não sou usurpador do cargo. Estou aqui com a missão de organizar e melhorar a cidade nos próximos dois meses”, afirmou.
O discurso do atual prefeito ressaltou que a análise das contas municipais permitiu o aumento linear e a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos educadores.
A votação transcorreu em clima de intensa participação popular nas galerias. Apesar do amplo consenso entre a maioria dos parlamentares, o vereador Alexandre Azevedo, atual líder do governo municipal na Casa, optou pela abstenção. Os vereadores Luana Serrão e Bruno Igreja, da base do ex-prefeito Furlan não foram para a sessão, ela por agenda sobreposta e ele, por questão de saúde.
O prefeito interino, que presidia o Legislativo antes de assumir o Executivo, apelou à união das bancadas, mencionando o histórico de celeridade da Casa em projetos de interesse social. “Vim à Câmara para sair com o PL aprovado, garantindo que o servidor seja valorizado sem a necessidade de protestos”, declarou durante a sessão.
Próximos Passos
Com a aprovação legislativa, o projeto segue agora para a sanção do Executivo. A expectativa é de que o novo percentual já seja refletido na folha de pagamento de abril. O atual mandato interino tem previsão de encerramento em 4 de maio, conforme o cronograma estabelecido pela Justiça.
A aprovação do reajuste de 15% é vista por analistas políticos locais como um movimento estratégico para garantir a estabilidade administrativa durante o período de transição na prefeitura da capital amapaense.
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