Cidades

“Voltei da morte”, diz magistrado que ficou na UTI infectado com Covid-19 e H1N1

Juiz de Direito Paulo Madeira concedeu entrevista emocionada no rádio e relatou experiência em que familiares ouviram diagnóstico de “óbito iminente”.


Fotos: Joelson Palheta/DA

Cleber Barbosa

Da Redação

 

O juiz de direito Paulo Madeira, atuante magistrado do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), falou em entrevista à Rádio Diário FM (90,9) sobre a terrível experiência pessoal vivida durante o pico da pandemia do novo Coronavírus no estado. Ele foi parar em um leito de UTI em Macapá após ser diagnosticado com Covid-19 e H1N1.

Voltei da morte, meus familiares ouviram o parecer médico de risco de óbito iminente”, recordou o juiz Paulo Madeira.

Ele concedeu entrevista ao lado do presidente do Tribunal, desembargador João Guilherme Lages, e deu mais detalhes sobre a superação do maior desafio de sua vida até então.

“Essa experiência não é algo que se passa por querer se aperfeiçoar, mas foi algo que aconteceu e que a gente sai outra pessoa, pois no meu caso eu peguei as duas doenças em conjunto, fiquei intubado 13 dias, totalmente inconsciente, então realmente a minha situação foi daquelas que a gente diz que ‘voltei do outro lado’, cheguei realmente a um ponto dos médicos dizerem que tinham feito de tudo, até onde a medicina poderia ir. Quando se sai de uma experiência dessa… bom, eu sempre valorizei a vida, mas agora ainda mais”, relatou.

Considerando ser essa uma nova oportunidade de viver, o juiz disse que pretende aproveitar essa nova vida para tentar fazer ainda melhor de si, ajudar as pessoas e somar com a sociedade, pois voltou com esse sentimento.

Sobre os projetos pessoais, Paulo Madeira garante que quer fazer com mais esforço ainda. “Quero aproveitar essa nova oportunidade, foi algo realmente muito marcante e não tem como tirar da minha história de vida. Para o resto da vida lembrarei dessa experiência muito chocante e ao mesmo tempo enriquecedora”, completou.

Projeto
Entre os novos projetos, o juiz, que é auxiliar da presidência do TJAP, coordena o pagamento dos chamados “precatórios judiciais”, uma matéria sempre controversa e que agora também passará a ser uma temática repassada na próxima sexta-feira, dia 9, aos candidatos das eleições municipais deste ano.

“Os precatórios são dívidas decorrentes de condenações da Fazenda Pública, seja estado, município ou União, como, por exemplo, quando uma pessoa é atropelada por uma viatura policial, a família pode ingressar com uma ação. E, ganhando após todos os recursos para receber esse valor, ela vai para a fila dos precatórios, um montante recolhido dos entes devedores anualmente, e o Tribunal gerencia isso para que exatamente aquele que chegou na frente receba primeiro”, concluiu o juiz Paulo Madeira.


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