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Brasil e Argentina são os favoritos na Copa América, segundo apostadores

Hermanos não conquistam um título há 28 anos, enquanto Brasil segue processo de renovação com Tite.

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foto: Lucas Figueiredo/CBF

A Copa América que começa no dia 13 de junho, com a partida inaugural entre Argentina e Chile, é cercada de expectativas. Primeiro porque a competição, originalmente marcada para ocorrer em 2020, precisou ser adiada em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus e mudou de sede duas vezes: da Colômbia e da Argentina para o Brasil. Assim como a Copa América, outras competições que também foram adiadas no ano passado vão acontecer neste ano, casos da Eurocopa e dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Sem nenhuma grande seleção que esteja vivendo um momento espetacular, apostar na copa américa 2021 deve seguir o padrão clássico das duas equipes mais vencedoras do continente: Brasil e Argentina. Duas das maiores seleções do mundo aparecem entre as favoritas dos apostadores como vencedoras do torneio. Ao olhar o elenco de todas as equipes envolvidas no torneio, fica claro porque brasileiros e argentinos são favoritos. Em diversos sites, a Argentina aparece com cotação de 2,75 odds, e o Brasil com 3,25.

A despeito do que vai rolar em campo, a Copa América ainda tem questões administrativas graves para resolver. A Conmebol ainda não conseguiu realocar os jogos nos estádios brasileiros: apesar da autorização do governo federal, Pernambuco já disse que não vai aceitar receber os jogos. A Colômbia recusou o torneio porque o país vive uma convulsão social há pelo menos três semanas, com protestos e manifestações contra o atual governo de Ivan Duque. Diante dos conflitos existentes, com feridos e mortos, a Conmeboldecidiu tirar os jogos do país.

A Copa América está dividida em dois grupos. Na chave A temos Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. No grupo B temos Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Se classificam os quatro melhores de cada chave para a fase mata-mata, composta de quartas de final, semifinal e final, que será realizada no dia 10 de julho.

do River Plate também vai sediar as semifinais e a decisão de terceiro lugar.

Dito isso, chegou a hora de falarmos o que pode acontecer no campo. A Argentina vive um jejum amargo para uma seleção desse quilate. O time albiceleste não conquista uma competição há 28 anos. O último título da seleção foi a Copa América de 1993, disputada no Equador, em uma final contra o México. Desde então, a equipe já disputou outros 18 torneios, sem conquistar nenhum deles.

 

Apesar de ser uma competição marginal do calendário mundial, a Copa América deste ano guarda um elemento importante, e que envolve a Argentina. Lionel Messi, considerado um dos maiores jogadores da história, nunca venceu um torneio oficial com a seleção principal do seu país. Bateu na trave em 2014, quando ficou com o vice da Copa do Mundo ao perder para a Alemanha, em pleno estádio do Maracanã.

 

Aos 33 anos, talvez esta seja a última oportunidade de La Pulga conquistar a competição. Por isso, Messi tem afirmado em entrevistas que está totalmente focado no torneio. Ele é muito cobrado pela imprensa argentina e também por parte da torcida por nunca ter conseguido liderar a equipe em um título de seleções. A comparação com Maradona é inevitável: o camisa 10 só não fez chover na Copa do Mundo de 1986, quando deu aos hermanos o segundo e último mundial.

 

O principal concorrente no objetivo da Argentina de sair da fila é o Brasil. O time de Tite vive um processo de renovação desde a Copa de 2018, quando parou nas quartas de final ao ser eliminado pela Bélgica. No ano seguinte, em 2019, a seleção brasileira venceu a Copa América diante do Chile. A lista brasileira ainda não está definida – algo que deve acontecer nas próximas semanas – mas já se sabe que a base deve ser mantida.

 

Com isso, rostos conhecidos como Neymar, Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Alisson e Marquinhos devem compor a lista. Vale lembrar que por causa da pandemia, a Conmebol autorizou que as seleções pudessem convocar até 28 jogadores, 5 atletas a mais do que o habitual.

 
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